Publicado em 2 de setembro de 2025 às 11:42
Primeiro dia de julgamento de Bolsonaro no STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou, nesta terça-feira (2), o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que será julgada pela Primeira Turma da Corte.>
O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que seu cliente "não está bem de saúde" e, por isso, não estará nas primeiras sessões. Vilardi disse que esteve com o ex-presidente, mas não deu mais informações sobre qual seria o mal-estar de Bolsonaro.>
O general Paulo Sérgio Nogueira, que foi ministro da Defesa no governo anterior, é o único réu do núcleo central da trama golpista STF no primeiro dia de julgamento.>
A segurança no Supremo foi reforçada com drones e câmeras térmicas. Cães farejadores fizeram varredura nos arredores do prédio, mas não foram não foram registrados protestos no local. Mais de 3 mil pessoas se inscreveram para acompanhar a sessão presencialmente.>
>
O ministro Alexandre de Moraes é o relator da ação penal, portanto caberá a ele abrir o julgamento lendo o relatório das investigações. Após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fazer suas considerações e pedir a condenação dos oito réus, as defesas falarão e, em seguida, começa a votação. Tudo isso deve acontecer nas três sessões desta semana.>
Já na terça da semana que vem, começa a votação. Moraes será o primeiro a votar, seguido de Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Após o rito, o resultado será anunciado pelo presidente do colegiado, Zanin. A sessão de sexta-feira (12) é prevista para a definição da sentença, caso os réus sejam condenados.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta