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Brasil

Já há casos suspeitos de contaminação por metanol em 12 Estados

A maior parte das notificações de intoxicação por metanol no país continua concentrada em São Paulo

Publicado em 04 de Outubro de 2025 às 12:08

Agência FolhaPress

Publicado em 

04 out 2025 às 12:08
Neste sábado (4), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em entrevista coletiva em Teresina (PI) que o total de notificações de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol subiu para 127, distribuídos em 12 Estados. Do total, 11 foram confirmados por exame laboratorial.
Até o boletim anterior, divulgado nesta sexta (3), eram 113 casos distribuídos em seis unidades da federação. A pasta ainda não detalhou todos os Estados que entraram na lista. A maior parte das notificações de intoxicação por metanol no país continua concentrada em São Paulo, e há casos confirmados também na Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul. Padilha citou durante a coletiva que há um novo caso suspeito Piauí, especificamente na cidade de Parnaíba. Apesar da alta de notificações, o número de casos confirmados segue o mesmo de sexta, com 11.
Paralelamente ao monitoramento dos casos, o Ministério da Saúde reforçou seu plano de tratamento. Para garantir o atendimento em toda a rede pública, a pasta adquiriu mais 12 mil ampolas de etanol farmacêutico e 2.500 tratamentos com fomepizol, um outro antídoto eficaz contra a intoxicação por metanol.
A previsão é que os novos estoques cheguem ao país ao longo das próximas semanas, assegurando o tratamento para os casos suspeitos e confirmados. Segundo Padilha, a diferença entre o número crescente de notificações e a estabilidade nos confirmados ocorre porque o ministério recomendou que profissionais de saúde notifiquem imediatamente diante da primeira suspeita clínica, sem esperar a confirmação laboratorial.
O metanol é um tipo de álcool muito perigoso que, quando ingerido, se transforma no corpo em ácido fórmico, um veneno que pode causar cegueira e até a morte. Para tratar esse envenenamento, existem dois remédios antídotos principais. O primeiro é o próprio etanol (o álcool comum das bebidas), que já está disponível no Brasil.
Ele funciona "atrapalhando" a transformação do metanol no veneno, forçando o corpo a eliminá-lo de forma mais segura. A desvantagem é que esse tratamento causa embriaguez como efeito colateral. O segundo antídoto é o fomepizol, que faz a mesma coisa, mas com a vantagem de ter menos efeitos colaterais.
Os sintomas do envenenamento começam como uma bebedeira ou ressaca muito forte, com tontura, moleza, sonolência, náuseas e dor de cabeça. O grande perigo é que, entre 6 e 24 horas depois do consumo, o veneno pode atacar a visão, causando visão turva, sensibilidade à luz, pupilas dilatadas e até a perda da capacidade de enxergar cores. Por isso, é fundamental procurar um médico imediatamente ao primeiro sinal de suspeita.
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