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Violência

Homem morre após ser perseguido e esfaqueado em academia no Paraná

Crime teria sido motivado por ciúmes; agressor foi preso e autuado por homicídio qualificado
Estadão Conteúdo

Publicado em 

07 jan 2026 às 08:28

Publicado em 07 de Janeiro de 2026 às 08:28

Lucas Wancler (no alto, à direita) foi preso em flagrante após matar David Schmidt Prado
Lucas Wancler (no alto, à direita) foi preso em flagrante após matar David Schmidt Prado Crédito: Reprodução
Um homem foi morto após ser esfaqueado no estacionamento e dentro de uma academia em Londrina, no norte do Paraná, no início da noite de segunda-feira, 5. David Schmidt do Prado, de 37 anos, foi atingido por cinco golpes de faca.
O suspeito, Lucas Wancler Ferreira dos Santos, acabou sendo rendido por um policial de folga e preso em flagrante. O Estadão entrou em contato com a defesa dele e aguarda retorno.
O crime, que tem a suspeita de ter sido cometido por ciúmes, foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento e também por alunos. As imagens mostram que o autor das facadas esperou que a vítima chegasse ao estacionamento. Ele escondia uma faca atrás do corpo.
De acordo com a Polícia Civil, após uma breve conversa, o suspeito desferiu o primeiro golpe contra a vítima, que fugiu, mas foi perseguida até o interior do estabelecimento. O homem, já ensanguentado, pede para que uma ambulância seja acionada. Mesmo assim, ele é golpeado mais uma vez com a faca.
Após isso, um policial militar de folga, que treina na academia, conseguiu conter o agressor ao sacar uma arma e cessar o ataque. A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Os outros alunos da academia não se feriram.
Segundo o delegado Vitor Dutra, que investiga o caso, o autor do crime foi autuado por homicídio qualificado, pelo modo cruel como atacou a vítima, e pela emboscada feita no estacionamento. "As análises foram contundentes no sentido de que o autor esperava a vítima sair da academia para efetuar diversas facadas", afirmou.
O delegado também explicou que as imagens das câmeras de segurança, a dinâmica do crime e os relatos das testemunhas dão conta de que o crime "não decorreu de ato impulsivo ou circunstancial, mas sim de conduta premeditada, consciente e progressiva".
O suspeito ficou em silêncio durante depoimento à Polícia Civil. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário.
Em nota divulgada nas redes sociais, a academia Panobianco Faria Lima informou que não teve qualquer participação ou responsabilidade sobre o ocorrido. "Todas as medidas cabíveis foram adotadas, incluindo o acionamento imediato das autoridades competentes", afirmou. "Registramos nosso respeito à família, amigos e a todos os envolvidos, e agradecemos a pronta intervenção de um policial que estava no local, fundamental até a chegada da polícia", disse.

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