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Governo de SP multa Bolsonaro pela segunda vez por não usar máscara

Além do presidente, outros três ministros e doze autoridades também foram multadas em R$ 552,71 cada por desrespeitarem a legislação

Publicado em 25/06/2021 às 18h42
O presidente Bolsonaro visitou Sorocaba, em São Paulo
O presidente Bolsonaro visitou Sorocaba, em São Paulo. Crédito: Alan Santos/PR

Pela segunda vez em menos de um mês, o presidente Jair Bolsonaro foi multado nesta sexta-feira (25) pelo governo de São Paulo por não usar máscara no Estado. Durante evento hoje em Sorocaba (SP), o presidente Bolsonaro novamente infringiu a lei que determina o uso de proteção facial a fim de conter a contaminação pelo novo coronavírus.

Além do presidente, outros três ministros e doze autoridades também foram multadas em R$ 552,71 cada por desrespeitarem a legislação. O prazo para apresentação da defesa é de 10 dias e, a partir de então, de 30 dias para a quitação dos débitos. Se não pagar, Bolsonaro deve ter seu nome inscrito na dívida ativa do Estado.

Nesta sexta-feira, também foram autuados os ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, das Comunicações, Fábio Faria, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, bem como o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Carla Zambelli (PSL-SP), Caroline De Toni (PSL-SC) e Guilherme Muraro Derrite (PP-SP) e os deputados estaduais Gil Diniz, Frederico DÁvila, Danilo Balas. As autoridades multadas incluem também o secretário municipal de Saúde de Sorocaba, o diretor-presidente do CEAGESP, e vereadores de Sorocaba e São Bernardo do Campo.

Bolsonaro já havia sido multado, pelo mesmo motivo, no último dia 12 de junho ao participar de "motociata" e comício com apoiadores sem respeitar regras de distanciamento social ou de proteção para prevenir a disseminação da covid-19. Na ocasião, outros nove apoiadores do presidente e autoridades também foram multados, dos quais cinco são reincidentes. O uso de máscaras é obrigatório no Estado de São Paulo desde maio de 2020, conforme decreto.

Ontem (24), durante transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, o presidente voltou a criticar o uso do acessório e disse que seu uso é defendido por pessoas que não acreditam na imunização por vacinas. Segundo dados compilados pela Universidade de Oxford, pouco mais de 11% da população brasileira recebeu duas doses da vacina contra a covid-19 e, por isso, estariam protegidas contra o vírus.

Para Bolsonaro, ontem, o uso de máscaras sob pena de multa "está servindo para arranjar dinheiro para alguns governadores como este de São Paulo". "É multa! Se depender do governador de São Paulo (João Doria (PSDB)), enquanto ele for governador, vai ficar valendo a máscara para todo mundo que é grana para eles", completou o presidente.

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