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CPI da Covid

Fux: Representante de empresa só pode ficar em silêncio quando puder ser incriminada

O presidente do STF, que está de plantão, deve emitir uma decisão ainda nesta terça com esses esclarecimentos, em resposta a um embargo de declaração protocolado pela CPI

Publicado em 13 de Julho de 2021 às 15:06

Agência FolhaPress

Publicado em 

13 jul 2021 às 15:06
Diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Batista de Souza Medrades; presidente da CPIPANDEMIA, senador Omar Aziz (PSD-AM); relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Diretora técnica da Precisa em depoimento à CPI da Covid Crédito: Marcos Oliveira/ Agência Senado
Em uma conversa por telefone com o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), o ministro Luiz Fux, presidente do STF( Supremo Tribunal Federal)esclareceu que o habeas corpus concedido para Emanuela Medrades garante seu silêncio apenas em situações que podem resultar em sua incriminação.
A informação foi divulgada pelo senador Humberto Costa (PT-PE).
"Ela pode se recusar a responder quando implicar fala de alguma investigação que a envolva. Disse que ela pode ser enquadrada nos crimes previstos no Código Penal, se desrespeitar", afirmou Costa.
"Esse foi o entendimento do ministro Fux", completou.
Após a conversa por telefone, Aziz encaminhou oficialmente um embargo de declaração questionando os limites do habeas corpus. Ele questiona no documento se a depoente já cometeu crimes por falso testemunho.
Os senadores pretendem retomar o depoimento assim que a manifestação oficial for divulgada. Costa argumenta que a depoente poderia, por exemplo, comentar fatos relativos ao sócio-diretor da empresa, Francisco Maximiano.
Omar Aziz ainda ingressou com habeas corpus semelhante a respeito do sócio-diretor da Precisa, Francisco Maximiano. A CPI agora pretende agendar para quarta-feira o depoimento de Maximiano.
"Se for perguntas sobre vacinas, invoice, ela tem o direito ao silêncio. Mas ela tem obrigação de responder sobre ações que envolvem o senhor Francisco Maximiano".
A oitiva de Maximiano estava agendada para duas semanas atrás, mas acabou cancelada justamente por causa do habeas corpus.
"Está claro que a defesa quer proteger o senhor Francisco Maximiano e não a diretora da Precisa", afirmou Humberto Costa, que novamente afirmou ver uma ação coordenada nas ações da Polícia Federal instauração de inquérito, agendamento de depoimentos de forma a atrapalhar os trabalhos da CPI.

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