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Flávio Bolsonaro chama Calheiros de "vagabundo" e sessão da CPI é suspensa

Presidente da CPI já havia alertado antes que reunião seria suspensa devido à sessão do plenário do Senado. Relator foi xingado porque defendeu prisão do depoente Fabio Wajngarten

Publicado em 12/05/2021 às 18h54
 Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) defende o depoente e discute com o relator, Renan Calheiros (MDB-AL)
Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) defende o depoente e discute com o relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Crédito: Marcos Oliveira/Agencia Senado

senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) chamou o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, de vagabundo durante a sessão desta quarta-feira (12) da comissão.

"Imagina a situação. Um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como o Renan Calheiros. Olha a desmoralização. Estão perdendo a visão do todo", afirmou o filho mais velho de Bolsonaro, em relação à possibilidade de prisão do ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, que presta depoimento à CPI, nesta quarta (12).

"Vagabundo é você que roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete", respondeu Renan.

Flávio o chamou de vagabundo por mais três vezes e acusou o senador de usar a comissão como palanque político. "Está querendo aparecer, rapaz. Vai se foder", continuou o filho do presidente.

"Tivemos uma flagrante quebra de decoro aqui, presidente, toma providências, presidente", interveio Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Em seguida, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu os trabalhos.

"Senador Flavio, eu estou tentando, equilibradamente conduzir as coisas, e as agressões aqui entre senadores não vai levar a lugar nenhum. A reunião está suspensa e volta depois que a sessão [do Senado] terminar. Quem quiser, vem, quem não quiser, não vem".

A confusão começou depois que o senador Humberto Costa (PT-PE) reagiu à decisão de Omar Aziz de não prender Wajngarten a pedido de Renan Calheiros.

O relator pediu a prisão alegando que o ex-secretário de Comunicação mentiu no depoimento. Aziz, porém, disse que não levaria o pedido adiante.

Humberto Costa, então, disse que a CPI não poderia ser objeto de uma desmoralização e pediu a Aziz que enviasse uma cópia do depoimento de Wajngarten para o Ministério Público Federal apurar "as mentiras e contradições ditas aqui e que isso possa resultar num processo".

Em seguida, Flávio o interrompeu. "Uma sugestão, presidente, ao invés de mandar só o do Fabio Wajngarten, mande o de todos os outros também que por ventura tenham mentido. Assistindo às oitavas há contradições nos outros depoimentos. O Mandetta mentiu nesta mesa", alegou Flávio sobre o depoimento do ex-ministro da Saúde prestado na semana passada.

"Vossa Excelência está conduzindo muito bem os trabalhos, uma pessoa equilibrada, ponderada, já entendeu que não pode deixar essa CPI se transformar num circo. Vossa excelência acabou de salvar essa CPI. Porque o cúmulo do absurdo é vermos uma pessoa honesta, falando a verdade aqui, estão tentando tirar uma entrevista como parâmetro, agora há claramente que querem usar isso aqui de palanque", continuou Flávio.

"Peço que o senhor siga na linha do que colocou aqui no início dos trabalhos. Que a CPI possa contribuir para colocar vacina nos braços dos brasileiros e não fazer de palanque como o senador Renan Calheiros tenta fazer aqui a todo momento. Imagina a situação. Um cidadão honesto ser preso por um vagabundo como o Renan Calheiros, olha a desmoralização."

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