Publicado em 30 de outubro de 2025 às 17:41
O ex-diretor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Ricardo Galvão (Rede-SP) assumiu o cargo de deputado federal no lugar de Guilherme Boulos (PSOL-SP), que tomou posse como ministro da Secretaria-Geral da Presidência do governo Lula nesta quarta-feira (29). >
"Comunico oficialmente que deixo a presidência do CNPq para defender a ciência no Congresso Nacional", escreveu em publicação no Instagram nesta quinta-feira, 30. "A ciência é o caminho, a democracia é o alicerce e a sustentabilidade é o destino.">
Em 2019, à frente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contestou críticas do então presidente Jair Bolsonaro (PL) aos dados de desmatamento na Amazônia.>
Na época, Bolsonaro acusou o Inpe de divulgar "números mentirosos". Galvão defendeu publicamente o trabalho da equipe e afirmou que os dados eram precisos e auditáveis, o que levou à sua exoneração do cargo de diretor do instituto.>
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Na postagem em que anunciou a chegada ao Congresso, ele disse que "o negacionismo tentou calar a ciência", mas que "hoje, a ciência brasileira ocupa um lugar na Câmara dos Deputados". >
Ao Estadão, Galvão afirmou que terá as pautas do meio ambiente, da defesa dos investimentos em ciência e tecnologia e a educação como prioridades. "A pauta principal é a questão climática, a linha de ação da Rede, e razão pela qual entrei na política", disse.>
Ele mencionou como exemplo de pauta orçamentária de seu interesse uma tentativa de parlamentares de reduzirem o orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). >
Também defendeu a repatriação de cientistas brasileiros para trabalhar no setor industrial nacional e a soberania de tecnologias desenvolvidas, mencionando como exemplo as terras raras, tema que move a atual geopolítica global. >
Antes de confirmar se assumiria o cargo, o pesquisador também se comprometeu em "atuar em alguma agenda inacabada" do mandato de Boulos. >
Nascido em Itajubá (MG), Ricardo Magnus Osório Galvão tem doutorado em Física de Plasmas pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, da sigla em inglês), nos Estados Unidos. É professor titular aposentado do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências. >
Também já foi eleito uma das dez pessoas mais importantes para a ciência pela Nature, uma das principais revistas científicas do mundo, em 2019.>
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