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Da oposição

Deputado youtuber quer barrar contratação de influenciadores no governo

O bolsonarista Gustavo Gayer apresentou projeto para proibir que artistas, atletas, entre outras personalidades, sejam contratados para propagandas governamentais
Agência FolhaPress

Publicado em 

18 jun 2025 às 08:59

Publicado em 18 de Junho de 2025 às 08:59

O deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) propôs um projeto de lei para proibir a contratação de influenciadores, artistas, atletas e personalidades, com dinheiro público, em propagandas de governos e órgãos públicos.
Gayer, que foi eleito deputado em 2022 justamente após ter viralizado como youtuber bolsonarista, argumenta que a imagem de um influenciador "não pode ser transformada em instrumento de propaganda política às custas do erário".
"Trata-se, em muitos casos, de marketing político travestido de campanha institucional, que visa gerar popularidade para agentes públicos, criando vantagens indevidas e potencial desequilíbrio no processo democrático, sobretudo em períodos pré-eleitorais", escreveu ele na justificativa do projeto.
O deputado Gustavo Gayer
O deputado Gustavo Gayer Gayer se elegeu justamente após ter viralizado como youtuber bolsonarista Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
No texto, o deputado também afirmou que, nos últimos anos, governos de "todas as esferas", sem citar nomes, recorreram à popularidade de influenciadores para promover ações institucionais utilizando verbas milionárias.
Durante o governo Jair Bolsonaro (PL), apoiado por Gayer, a contratação de apresentadores e influenciadores pela gestão, entre 2019 e 2021, ultrapassou os R$ 4,3 milhões (cerca de R$ 5,3 milhões, hoje, na correção pela inflação). Muitos dos contratos foram investigados pela CPI da Covid, já que algumas das personalidades foram contratadas para propagandas em prol do tratamento precoce contra o vírus, cuja eficácia não foi cientificamente comprovada. O próprio Gayer esteve na mira da CPI por ter faturado com seu canal no YouTube enquanto promovia desinformação a respeito da pandemia.
A proposta do deputado, no entanto, foi apresentada a pouco mais de um ano das eleições de 2026, na qual Lula planeja se reeleger, e em meio ao pior patamar de rejeição ao petista, segundo o último Datafolha.
No entorno de Lula, em especial na ala mais próxima ao ministro Sidônio Palmeira, que comanda a Secom (Secretaria de Comunicação), há quem defenda maior aproximação do petista com influenciadores para tentar melhorar a imagem do presidente, já que Lula é avesso à ideia de produzir conteúdo para as redes sociais.

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