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Trama golpista

Cid acusa defesa de Bolsonaro de tentar obter dados de delação

Em depoimento à Polícia Federal, tenente-coronel negou ter usado perfil @gabrielar702 no Instagram para conversar com a defesa de Marcelo Câmara

Publicado em 26 de Junho de 2025 às 15:34

Estadão Conteúdo

Publicado em 

26 jun 2025 às 15:34
BRASÍLIA - O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência no governo Jair Bolsonaro, negou em depoimento à Polícia Federal ter conversado com o advogado Eduardo Kuntz por meio de um perfil no Instagram em nome de "Gabriela" (@gabrielar702). Também acusou a defesa de Bolsonaro de tentar obter informações de seu acordo de delação e obstruir a investigação da trama golpista.
Questionado sobre os diálogos, entregues pelo advogado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Cid disse que não foi ele quem enviou as mensagens e que alguém teria gravado as conversas, "sem sua ciência e autorização", e repassado os áudios a Kuntz. O tenente-coronel alega que não criou o perfil e nem sabe de quem é a conta no Instagram.
O depoimento foi prestado na última terça-feira (24), mas o termo de declarações só foi disponibilizado nesta quinta (26).
Ex-ajudante de ordens Mauro Cid
Mauro Cid prestou depoimento à Polícia Federal na terça-feira (24) Crédito: ROSINEI COUTINHO/STF
Nos diálogos atribuídos ao tenente-coronel, ele faz críticas – em áudio e por escrito – ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao delegado Fábio Shor, que conduz investigações sensíveis contra Bolsonaro, incluindo o inquérito do golpe, e insinua que as informações prestadas em seu acordo de colaboração premiada estavam sendo distorcidas.
Com base nas conversas, o advogado pediu a anulação do acordo de colaboração premiada do ex-ajudante de ordens. Kuntz defende o coronel Marcelo Câmara no inquérito do golpe. O criminalista alega que as mensagens comprovam que não houve voluntariedade na delação.
Em seu depoimento, Mauro Cid alegou que sua família foi procurada não apenas por Eduardo Kuntz, mas também por Paulo Amador da Cunha Bueno, advogado de Bolsonaro, e por Fábio Wajngarten, que assessorou o ex-presidente, em eventos na Hípica de São Paulo e nas redes sociais.
"Indagado se alguém tentou aliciar/persuadir/convencer o declarante e/ou seus familiares para trocar sua defesa técnica, respondeu que sim, conforme as respostas já apresentadas; que Fábio Wajngarten, Paulo Bueno e Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz tentaram convencer familiares do declarante para que trocasse de defesa técnica", diz o termo de depoimento.
Procurado, Cunha Bueno não se manifestou. Kuntz nega ter tentado interferir na delação. Wajngarten, que também é advogado, afirma que "a criminalização da advocacia é a cortina de fumaça para tentar ocultar a expressa falta de voluntariedade do réu delator Mauro Cid e a consequente nulidade da colaboração".
Moraes determinou que Cunha Bueno e Wajngarten prestem depoimento à Polícia Federal.
Segundo o tenente-coronel, Kuntz e Wajngarten "estavam tentado se aproximar" dele por meio de sua filha menor, que participa de competições de hipismo. As tentativas de contato com a jovem no WhatsApp e no Instagram teriam sido "constantes", entre agosto de 2023 e o início de 2024, de acordo com Mauro Cid.
"Acredita que Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz estabeleceu esse contato para obter informações sobre o acordo de colaboração firmado pelo declarante e com isso, obstruir as investigações em andamento, aproveitando-se da inocência de sua filha menor de idade", alegou Mauro Cid.
A mãe do tenente-coronel também teria sido abordada pessoalmente pelo advogado, segundo Mauro Cid.
O ex-ajudante de ordens afirmou à PF que sua esposa também foi procurada por Wajngarten e que o ex-assessor tentou convencê-la a trocar os advogados do tenente-coronel. Segundo Mauro Cid, foram várias ligações para obter informações do acordo de colaboração, "como forma de interferir nas investigações em andamento".

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