Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 12:42
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerrou as buscas pelas vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. A confirmação do encerramento das buscas aconteceu neste domingo (25), quando o desastre completou sete anos. A informação foi dada pelo porta-voz da corporação, tenente Henrique Barcellos, em entrevista à TV Bandeirantes e à rádio Itatiaia.>
Equipes finalizaram a verificação dos rejeitos da barragem em 23 de dezembro. Segundo o porta-voz, a vistoria de 100% do volume da lama foi feita antes do Natal e agora os bombeiros em campo estão em fase de desmobilização. Apesar do encerramento das buscas, a operação Brumadinho continua ativa por outros braços do governo de Minas Gerais, afirmou o porta-voz. "A polícia civil também continua fazendo o trabalho de análise, de perícia, nos seguimentos que encontramos", afirmou Barcellos.>
Duas pessoas que trabalhavam para a Vale seguem desaparecidas. Das 270 vítimas da tragédia, um engenheiro e uma estagiária da Vale ainda não foram encontrados. Somente 88 pessoas mortas em Brumadinho tiveram o corpo completo (com cabeça, tronco e membros) encontrado em meio à lama. As outras 179 tiveram seus corpos segmentados.>
As pequenas partes de corpos encontradas durante as buscas são armazenadas em caixas de zinco. Elas ficam em um caminhão frigorífico e, ao serem identificadas, são colocadas em caixas separadas com nome das vítimas. O método das caixas foi criado para a tragédia de Brumadinho. Prevendo que o material levaria anos até ter sua destinação final, os familiares exigiram da Vale uma forma de preservá-lo pelo máximo de tempo possível. Um legista contratado pela mineradora desenvolveu a metodologia.>
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A maioria das identificações tem ocorrido a partir de ossos. Os últimos tecidos moles, como são chamados partes do corpo como pele ou cabelo, foram encontrados pelas equipes de busca em setembro de 2022. Eles perdem o DNA com uma facilidade maior, o que dificulta o trabalho da perícia. >
Tiago Tadeu Mendes da Silva - Tiago tinha 34 anos e trabalhava como mecânico industrial na Vale havia 20 dias quando a barragem rompeu. Ele estava no refeitório da mina no momento em que barragem se rompeu, de acordo com parentes, e deixou dois filhos pequenos.>
Nathália de Oliveira Porto Araújo - Nathália também estava no refeitório quando a barragem se rompeu. Segundo o marido, o GPS do smartphone dela apontava para uma região na Cachoeira das Ostras, mas as buscas acabaram sendo infrutíferas.>
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