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Gabriela Mayrink

Artigo de Opinião

É cirurgiã bucomaxilofacial e professora da Faesa Centro Universitário
Gabriela Mayrink

Quando a violência atinge o rosto: cirurgia ajuda a reconstruir a face e a dignidade

Esse tipo de reconstrução representa mais do que a correção de fraturas: é a tentativa de devolver a uma mulher a chance de se reconhecer no espelho e de voltar a viver com dignidade
Gabriela Mayrink
É cirurgiã bucomaxilofacial e professora da Faesa Centro Universitário

Publicado em 11 de Agosto de 2025 às 14:59

Publicado em 

11 ago 2025 às 14:59
As marcas da violência não se limitam aos hematomas. Em muitos casos, elas rompem ossos, destroem estruturas, apagam traços, e silenciam vozes. O caso recente da mulher agredida pelo namorado em Natal, que teve o rosto completamente desfigurado, escancara uma realidade cruel: a da violência que deforma o corpo, compromete funções essenciais à vida e apaga a identidade de quem sofre.
Em situações como essa, a cirurgia bucomaxilofacial reconstrutora torna-se mais do que uma alternativa, é uma necessidade. Trata-se de um procedimento fundamental para restaurar funções como a mastigação, a fala, a respiração e até mesmo o piscar dos olhos, muitas vezes prejudicadas por fraturas múltiplas em estruturas delicadas da face. Quando a agressão atinge o rosto, é preciso intervir de forma técnica, precisa e cuidadosa.
A face humana é composta por ossos como a mandíbula, maxila, zigomático e estruturas como as órbitas oculares. Em um trauma facial severo, como o da vítima de Natal, esses elementos podem ser deslocados, fraturados ou até pulverizados. O tratamento exige o reposicionamento desses ossos, uso de placas e parafusos de titânio, além de enxertos em casos mais complexos. A atuação de um cirurgião bucomaxilofacial experiente é determinante para o sucesso do procedimento.
A cirurgia também é o primeiro passo de um processo de reabilitação multidisciplinar. Envolve não apenas a reconstrução física, mas o acolhimento emocional. A mulher que sofreu uma agressão como essa não precisa apenas de pontos ou cicatrizes tratadas. Precisa de apoio psicológico, orientação nutricional, acompanhamento fisioterápico, para lidar com traumas tão profundos.
Câmera do elevador registrou período em que Igor Eduardo agride namorada com mais de 60 socos
Câmera do elevador registrou período em que Igor Eduardo agride namorada com mais de 60 socos Crédito: Reproduçãoa
A cirurgia bucomaxilofacial exerce um papel essencial na reabilitação de pacientes que sofreram traumas faciais, contribuindo para a devolução da função, da estética e da qualidade de vida.
Esse tipo de reconstrução representa mais do que a correção de fraturas: é a tentativa de devolver a uma mulher a chance de se reconhecer no espelho e de voltar a viver com dignidade. É uma resposta técnica, ética e social à violência que a atingiu, e que tantas outras enfrentam todos os dias no Brasil.
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