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Cleber Guerra

Artigo de Opinião

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Novos prefeitos devem fortalecer a agricultura familiar

Nestes últimos oito meses, diante do isolamento social, restrições ao comércio e às feiras livres, esses heróis do campo garantiram 80% dos alimentos que chegaram às mesas dos capixabas
Cleber Guerra

Publicado em 11 de Dezembro de 2020 às 13:00

Publicado em 

11 dez 2020 às 13:00
A live do Prêmio de Qualidade Realcafé Reserva vai ser aberto ao público
Agricultura familiar é a base das economias de muitos municípios no Espírito Santo Crédito: Realcafé/Divulgação
Mais de 80 % dos prefeitos eleitos no Espírito Santo em 2020 têm na agricultura familiar a base das economias de seus municípios. Na certeza de que os tempos permanecerão difíceis e incertos, frente à pandemia da Covid-19, os novos prefeitos terão que fazer ajustes, revendo estratégias, projetos e posturas.
A agricultura familiar já demonstrou sua importância na vida desses municípios, sendo responsável pela dinâmica do mercado local, gerando empregos e renda, além de bem-estar social. Nestes últimos oito meses, diante do isolamento social, restrições ao comércio e às feiras livres, esses heróis anônimos garantiram 80% dos alimentos que chegaram às mesas dos capixabas. Para tanto, saíram do isolamento crônico e abriram novos canais de vendas, com uso do WhatsApp e das redes sociais, com agregação de valor aos seus produtos.
Essa nova leva de prefeitos da geração Covid-19 deverá assumir, de fato, a coordenação das políticas públicas municipais de apoio ao campo, articulando a ação dos inúmeros parceiros: vinculadas da SEAG, Associações, Sindicatos, Cooperativas, Senar, Sebrae, Bancos, Ufes, Ifes, ONGs etc. Assim, tanto na formulação, quanto na execução dessas políticas, as prefeituras deverão assumir a liderança, evitando paralelismo e garantindo racionalização na aplicação dos recursos públicos, humanos e materiais.
Deverão iniciar fortalecendo a parceria com a Extensão Rural/Incaper, com seus 64 anos de existência, que merece ser mais valorizada como principal instrumento de apoio à agricultura familiar. A assinatura dos termos de cooperação técnica não mais deverá ser por mera formalidade, mas pela convicção de que essa parceria histórica é vital para empoderar o próprio município. Por sua vez, as equipes da prefeitura e do Incaper precisam se aproximar mais, se possível, até ocupando espaços comuns, para planejarem e executarem ações mais articuladas, melhorando, assim, a relação custo-benefício das entregas para a sociedade.
O autor é engenheiro agrônomo e diretor do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper)
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