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Cassio do Carmo Carreira

Artigo de Opinião

Economia

É comum que vejam vantagens na intervenção estatal e esqueçam os malefícios

Livre iniciativa não é um sistema perfeito, mas erro servem de aprendizado. Intervenção governamental, por mais bem intencionada que seja, limita as trocas voluntárias
Cassio do Carmo Carreira

Publicado em 10 de Dezembro de 2020 às 13:00

Publicado em 

10 dez 2020 às 13:00
Imagens Economia: Orçamento, finanças pessoais, investimento
Ao intervir no mercado, governo gasta mais, o que resulta numa conta maior para o contribuinte Crédito: Freepik
O livre mercado se caracteriza por ser um sistema de trocas voluntárias entre agentes, o que significa que, a cada troca, estão sendo atendidos interesses mútuos. Ou seja, nessas trocas, há geração de valor para ambas as partes. Apesar disso, é comum ouvirmos que a intervenção governamental é necessária para corrigir as falhas desse sistema. Mas será que é mesmo?
Inicialmente, vale destacar que o livre mercado não é um sistema perfeito. Ele possui assimetrias de informação, que podem gerar resultados não condizentes com a expectativa de umas das partes. Para que ele funcione, portanto, é necessário que esse erro sirva de aprendizado.
Vamos considerar o exemplo da crise de 2008: os bancos americanos ofereceram créditos imobiliários sem se preocupar adequadamente com garantias de pagamento. Quando a bolha estourou, o governo americano, ao invés de deixar os bancos arcarem com todo o prejuízo e aprenderem a lição, acabou injetando dinheiro para socorrer esses bancos. Isso, além de passar um recado errado – de que as empresas podem errar, que serão socorridas – ainda é imoral, visto que se usa recursos de todos os contribuintes para beneficiar empresas específicas.
É comum as pessoas se aterem a vantagens de curto prazo causadas pela intervenção, mas se esquecem do malefício – muito maior – que ela gera no médio e longo prazo. Em momentos de crise, como o atual, essa “miopia” fica ainda mais latente. Quando começou a pandemia, houve forte pressão para que o governo regulasse o preço de alguns produtos, como o álcool em gel, chegando ao ponto de o Procon inclusive notificar algumas empresas.
Sabemos, porém, que, ao controlar preços, a quantidade de oferta se tornaria limitada, visto que muitos agentes não conseguiriam produzir a um custo baixo suficiente para vender no preço tabelado. Por isso, a intervenção causaria a falta de produtos e mesmo quem estivesse disposto a pagar acima do preço tabelado para ter o produto, não conseguiria fazê-lo.
Em síntese, a intervenção governamental, por mais bem intencionada que seja, limita as trocas voluntárias e consequentemente a satisfação dos cidadãos. Para piorar, ao intervir, o governo acaba gastando mais, o que resulta numa conta ainda maior para o contribuinte. Sendo assim, nota-se que a intervenção restringe a liberdade do indivíduo, tornando o livre mercado, portanto, um direito que todos deveriam ter.
O autor é graduado em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão e Inovação pela UVV e gerente de Compras do Grupo Autoglass
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