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Dia da Terra: precisamos falar sobre o descarte incorreto do lixo

De todos os problemas socioambientais, a destinação inadequada do lixo ainda é uma realidade evidentes. Em 2020, registramos mais de três mil lixões no Brasil

Publicado em 22/04/2021 às 02h00
Catadores de lixo no Aterro Sanitário de Samambaia, em Brasília (DF), em 2017
Catadores de lixo no Aterro Sanitário de Samambaia, em Brasília (DF), em 2017. Crédito: Leopoldo Silva/ Agência Senado

Crise climática, poluição, desmatamento e disposição final inadequada do lixo que produzimos. Esses são apenas alguns problemas que permeiam e antecedem o Dia Internacional da Terra, comemorado neste 22 de abril. A verdade é que o planeta e sua biodiversidade necessitam de atenção e cuidados. As provas são inegáveis, e o meio ambiente sente os impactos da ação humana.

Desde 1970, o dia 22 de abril é reservado para que possamos criar consciência sobre os problemas ambientais, sobretudo em torno do que podemos fazer para cuidar da Terra como ela merece ser cuidada. Zelar por sua integridade é uma responsabilidade coletiva. Desde civis até grandes corporações, precisamos defender o meio ambiente. Mas, para que isso aconteça, uma ação é necessária: a mudança de atitudes. Como bem disse Mahatma Gandhi, "nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”.

De todos os problemas ambientais e socioambientais (que não são poucos), a destinação inadequada do lixo ainda é uma realidade evidente em nosso país. Em 2020, segundo o Panorama de Resíduos Sólidos editado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), registramos mais de três mil lixões no Brasil, locais que não contam com medidas necessárias para garantir a integridade do meio ambiente. 

Acontece que, quando o resíduo não é destinado de forma ambientalmente correta, seu destino final acaba impactando nossos oceanos, rios e solos. Além da contaminação desses ecossistemas, os animais são as principais vítimas.

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 225, é bem clara ao determinar que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Contudo, mais de três décadas se passaram da promulgação da Constituição e vivemos hoje um limite planetário em que a Terra está ameaçada. 

Só nos últimos dez anos a geração de resíduos cresceu 19%, segundo a Abrelpe. Como sociedade, cabe a nós conscientizar e buscar alternativas para que nossos resíduos não contribuam para deterioração do planeta e dos seres que o habitam.

Para que uma mudança realmente aconteça, todos precisam estar conscientes de nossas responsabilidades: poder público, cidadãos e instituições privadas. Mas não basta apenas reconhecer os seus deveres, é preciso agir ativamente para mudar a realidade. 

Todos nós somos responsáveis pela quantidade e tipos de resíduos que geramos. Por isso, também temos um papel fundamental na geração de lixo e, principalmente, em sua destinação final. Ainda que muitos não tenham refletido sobre isso, o cuidado com nossos resíduos é e continuará sendo um fator chave na conservação da nossa única casa — o planeta Terra — para as gerações futuras.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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