O aumento da população idosa no Brasil representa uma grande conquista social. No entanto, com esse avanço, cresce também o número de golpes direcionados a esse público, especialmente fraudes financeiras, golpes virtuais e assinaturas indevidas de documentos.
As pessoas idosas costumam ser alvos por confiarem mais nas pessoas e, muitas vezes, terem menos familiaridade com tecnologias como aplicativos bancários, links, biometria e assinaturas digitais.
Golpistas se passam por funcionários de bancos, órgãos públicos ou até instituições beneficentes, criando situações urgentes para confundir e pressionar os seus alvos, que em sua maioria são pessoas idosas.
Entre os golpes mais recorrentes estão os empréstimos consignados não contratados ou com valores superiores ao acordado, refinanciamentos feitos sem autorização e a inclusão de seguros e tarifas desconhecidas. Muitos aposentados só percebem o problema quando o valor do benefício já está comprometido por descontos excessivos, dificultando sua subsistência.
A orientação da família é fundamental, mas deve ser feita sem causar medo ou pânico. O diálogo precisa ser claro, respeitoso e contínuo, reforçando que pedir ajuda é sinal de cuidado, não de incapacidade.
Conversas simples sobre golpes comuns ajudam o idoso a identificar riscos no dia a dia.
Na internet e no celular, a principal regra é a desconfiança. Mensagens pedindo dados pessoais, senhas ou códigos, bem como links desconhecidos, devem ser ignorados. Bancos e órgãos públicos, como o INSS, não solicitam esse tipo de informação por telefone ou aplicativos de mensagens.
Outro ponto de atenção envolve a assinatura de documentos e o uso da biometria. Nenhum contrato deve ser assinado sem leitura e compreensão, e a biometria jamais deve ser fornecida a terceiros fora de ambientes oficiais. Sempre que possível, é recomendável a presença de um familiar de confiança nesses momentos.
Também é importante ter cautela com pessoas oferecendo ajuda ou solicitando doações. Ajuda legítima não exige pagamento antecipado, pressa ou fornecimento de dados pessoais.
Desconfiar, nesse contexto, é um ato de proteção. Com informação, diálogo e apoio familiar, é possível preservar a autonomia do idoso e evitar prejuízos financeiros e emocionais.
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