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É consultora, mentora de líderes e certifica profissionais em Gestão de Crise

Bons gestores não fogem da crise. Aprendem a enfrentá-la

Saem na frente as organizações preparadas para agir de forma técnica, ágil e transparente, que sabem que as crises não são momentos de consenso e sim de maioria

Publicado em 19/05/2021 às 02h00
Hora é de repensar e construir nova máquina pública municipal.
Gerenciar crises envolve ineditismo de ideias e ações. Crédito: Gerd Altmann/ Pixabay

A Pesquisa Global sobre Crises 2021 da consultoria PwC revelou que quase 7 a cada 10 líderes experimentaram ao menos uma crise corporativa nos últimos cinco anos. O levantamento, realizado entre agosto de 2020 e janeiro de 2021, apontou que, para 95% dos entrevistados, as habilidades de gerenciamento de crises precisam ser melhoradas.

E mais: apenas 35% dos 2.814 executivos empresariais globais no Brasil e mundo que participaram da pesquisa tinham um plano "muito relevante" de resposta a crises. Esses dados deixam claro algo que já vem sendo sinalizado pelo mercado de trabalho, sobretudo durante a pandemia do coronavírus: organizações e profissionais precisam investir na capacidade de gerenciar crises.

Afinal, independentemente do tipo, da dimensão e da esfera (privada, pública ou corporativa), as crises vão sempre existir! Elas podem surgir a partir de um acidente, um episódio de racismo, uma tragédia ambiental e de outras inúmeras situações.

Mas fato é que não dá pra esperar a crise acontecer para se preparar, minimamente, para enfrentá-la. Para administrar crises com eficiência é preciso ter profissionais preparados para buscar soluções e reduzir os impactos negativos no negócio. Sempre digo que não dá pra gerenciar crise com amadores ou apenas com boas intenções.

A boa notícia é que é possível desenvolver as habilidades de um bom gestor de crises. E é por isso que no Brasil e também no mundo inteiro gerenciar crises tem sido tão valorizado, abrindo até mesmo um novo campo de atuação para consultores e lideranças. Saem na frente as organizações preparadas para agir de forma técnica, ágil e transparente; que sabem que as crises envolvem ineditismo e não são momentos de consenso e sim de maioria.

Outros elementos chave para a construção, a negociação e a implementação de soluções numa crise é ter inteligência emocional, autoconhecimento e relacionamento interpessoal. Afinal, lidar com crises geralmente envolve situações de alta pressão e desgaste.

Vale ressaltar que, embora tenham potencial para falir uma organização, as crises podem impulsionar melhorias e até mesmo o crescimento de um negócio.

Em um cenário onde o mercado está em profunda transformação e novas competências profissionais passam a ser exigidas, não fuja das crises. Aprenda a lidar com elas.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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