debug-template

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • "Velhice" e medo de morrer enfraquecem líder de facção do Bairro da Penha
Carlos Alberto Furtado, o Beto, líder do Primeiro Comando de Vitória (PCV) Vitor Jubini | GZ
Troca de comando

"Velhice" e medo de morrer enfraquecem líder de facção do Bairro da Penha

Segundo investigações, disputa pela função de Carlos Alberto Furtado, o Beto, estaria por trás de conflitos na Capital e outros municípios

Vilmara Fernandes

Colunista

Publicado em 18 de Fevereiro de 2020 às 11:19

Publicado em

18 fev 2020 às 11:19
Carlos Alberto Furtado, o Beto, líder do Primeiro Comando de Vitória (PCV) Crédito: Vitor Jubini | GZ

O tempo  teria feito Carlos Alberto Furtado, o Beto, de 40 anos, se acostumar ao "conforto" do presídio. Relatos de traficantes apontam ainda que ele deixou de ser arrojado e que "tem medo de morrer". Características que o tornariam inadequado para liderar a facção criminosa Primeiro Comando de Vitória, o PCV, cuja expansão do domínio para outros bairros e municípios tem causado conflitos e mortes. 

As informações sobre o enfraquecimento de Beto e a disputa pelo comando da facção fazem parte de uma investigação que a reportagem de A Gazeta teve acesso. 

Segundo as investigações, a suposta  perda de habilidade do principal líder da  facção criminosa vem sendo percebida pelos  traficantes há pelo menos oito meses e acabou  gerando uma disputa pela vaga de  Beto, há quase uma década no poder, criando uma  instabilidade entre os traficantes. A disputa também estaria por trás dos conflitos e ataques a ruas e bairros de Vitória e até de outros municípios.

As informações a que a reportagem teve acesso revelam ainda que Beto, que se encontra detido na Penitenciária de Segurança Máxima II (PSMAII), em Viana, recusou, por várias vezes, ser resgatado por sua equipe durante as escoltas, momento em que os detentos são deslocados para fora dos presídios para prestar depoimentos ou comparecer a audiências na Justiça. O motivo seria o temor de morrer em um possível confronto entre os traficantes e inspetores penitenciários.

Para evitar confrontos e garantir sua própria segurança,  Beto tem preferência por controlar o tráfico e a facção criminosa de dentro do presídio.

Vaninho (esquerda) e Marujo são os mais procurados do PCV Crédito: Divulgação/PCES

Ainda segundo investigações em andamento, Beto também teria recusado, no final do ano passado, a proposta de lideranças mais radicais do PCV que queriam realizar ataques a equipamentos públicos e privados, como ruas, prédios e sedes de serviços. 

ESTADIA LONGA

Segundo informações presentes no site do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), Beto só cumpriu 21% de sua pena de 53 anos. Ainda faltariam 42 anos. Deste total, somente em 2030 ele teria direito a ir para o regime semiaberto, quando passa o dia na rua e apenas dorme no presídio. E só em 2039 poderia ir para o regime aberto. A data provável do término de pena dele é 2063.

Além dele, outras lideranças do PCV, também presas, estariam "sofrendo" dos mesmos problemas. Um deles é Frajola, responsável pelo tráfico de Terra Vermelha. Outro é João de Andrade, o Joãozinho da 12. Este último, inclusive, é um dos que gostariam de assumir a liderança do PCV, hoje administrada com ajuda de Geovani Andrade, o Vaninho, e de Fernando Moraes, o Marujo, ambos foragidos e inscritos na lista dos bandidos mais procurados do Estado.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados