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Violência contra a mulher

Mulher Segura: ES tem 21 violações e 1ª prisão por descumprimento de medida protetiva

Primeiro agressor preso por descumprir a determinação judicial foi monitorado durante três meses

Publicado em 10 de Agosto de 2026 às 11:31

Maurílio Mendonça

Publicado em 

10 ago 2026 às 11:31

O Programa Mulher Segura contabiliza uma prisão e 21 ocorrências de agressores monitorados por tornozeleiras eletrônicas que violaram a área de proteção à vítima no Espírito Santo, desde o lançamento do serviço, em novembro de 2025. Os registros são todos na Grande Vitória e decorrem de decisões judiciais que incluem o monitoramento eletrônio como medida protetiva de urgência, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

A primeira prisão no Programa Mulher Segura aconteceu em 23 de junho deste ano. Meses antes, em fevereiro, o agressor chegou a ser conduzido por policiais militares a uma delegacia, pois insistia em se aproximar da residência da vítima e não atendia às ligações feitas pela Central de Monitoramento Eletrônico da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).


Mesmo liberado no mesmo dia dessa violação, o agressor continuou sendo observado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), ele foi monitorado de perto durante três meses, período em que foram registrados os constantes descumprimentos das determinações impostas pelo juízo, como deixar a tornozeleira desligar várias vezes e perder o sinal com a central. O mandado de prisão foi expedido pela Vara Criminal responsável pelo processo, sendo o agressor detido em 23 de junho. Ele permanece preso.

Tela do celular mostra zonas de alerta do programa Mulher Segura
Tela do celular mostra zonas de alerta do programa Mulher Segura Reprodução
Mais violações

Atualmente, 15 vítimas de violência doméstica fazem parte do Programa Mulher Segura, nove delas incluídas após a mudança na Lei Maria da Penha, em abril de 2026, quando a tornozeleira eletrônica passou a ser medida protetiva de urgência.


Dentro desse grupo, foram registradas 21 ocorrências de descumprimento da distância determinada judicialmente. Nesses casos, o monitorado é avisado pela central e, ao atender aos avisos, a situação volta a estar sob controle. Fica registrado apenas que houve o alerta, sem necessidade de acionar as forças policiais.


Segundo a Sesp, o objetivo do programa é justamente o de proteger a mulher e alertar o autor, sem precisar prender, a não ser em casos extremos, como o ocorrido em 23 de junho.

Mulher Segura

O Programa Mulher Segura é uma política pública do governo do Espírito Santo voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher e com foco nas mulheres em situação de risco elevado. Seu objetivo principal é prevenir novas violências e reduzir o risco de feminicídio, por meio da integração entre tecnologia, sistema de justiça, forças de segurança e rede de atendimento às mulheres.


O monitoramento eletrônico do agressor por tornozeleira, após determinação judicial, é uma das principais ações do programa. Por essa tecnologia, o Estado garante a proteção ativa da vítima, que, ao receber um smartphone, passa a ser acompanhada 24 horas por dia pela Central de Monitoramento da Sejus.

18

municípios do ES

podem incluir beneficiárias no Programa Mulher Segura, com agressores monitorados por tornozeleiras eletrônicas após decisão judicial.

Atualmente, o Mulher Segura está disponível para os municípios da Região Metropolitana —  Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Viana e Guarapari — e para alguns do interior do Estado. Fazem parte do atendimento da Central de Monitoramento e do Mulher Segura as cidades de Aracruz, Ibiraçu, Fundão, João Neiva, Linhares, Sooretama, Rio Bananal, São Mateus, Conceição da Barra, Pedro Canário, Jaguaré e Vila Valério.


A Sesp segue em fase de articulação para expandir o programa para os demais municípios do Estado. A expansão, segundo a secretaria, ocorre por região e de modo gradativo, após análise e estudos por parte do governo do Espírito Santo para ampliar a cobertura da iniciativa.

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