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Se cuida

Veja os riscos e como evitar a adultização das crianças

Psicóloga alerta sobre como esse comportamento pode afetar o desenvolvimento infantil

Publicado em 19 de Agosto de 2025 às 16:26

Portal Edicase

Publicado em 

19 ago 2025 às 16:26
A adultização tem impacto direto no desenvolvimento das crianças (Imagem: Zoteva | Shutterstock)
A adultização tem impacto direto no desenvolvimento das crianças Crédito: Imagem: Zoteva | Shutterstock
A adultização e a exploração de crianças na internet ganharam destaque nos últimos dias, após uma denúncia em vídeo feita pelo influenciador Felipe Bressanim Pereira, o Felca.
“Cada vez mais vemos crianças vestidas, maquiadas ou expostas em situações que não condizem com a fase da vida delas. Esse fenômeno, chamado de adultização, não é inofensivo: ele pode comprometer o desenvolvimento emocional e aumentar a vulnerabilidade para traumas no futuro”, alerta Maíra Roazzi, psicóloga especialista em trauma e desenvolvimento infantil.

O que é adultização das crianças?

A adultização é o processo pelo qual a criança passa a ser tratada como mais madura do que realmente é, sendo exposta, incentivada ou pressionada a adotar comportamentos, conhecimentos ou aparências típicos de adultos, antes de estar emocional e cognitivamente preparada para isso.

Principais manifestações

  • Sexualização precoce: manifesta-se no uso de roupas, poses e maquiagens com conotação adulta, além da exposição a conteúdos digitais que não são adequados para a idade;
  • Exposição prematura a conhecimentos adultos: presenciar discussões conjugais, conversas sobre sexualidade sem preparo adequado, violência doméstica ou social, ou conteúdos midiáticos impróprios para a idade;
  • Pressões estéticas e de performance: busca pelo corpo “ideal”, comparações em redes sociais, exigências acadêmicas desproporcionais, competitividade excessiva;
  • Expectativas comportamentais inadequadas: exigir autocontrole emocional de adulto, assumir que a criança “deveria saber” sobre temas complexos, negar proteções típicas da infância.
A psicóloga Maíra Roazzi alerta para os impactos psicológicos que a adultização pode trazer para os pequenos. “A adultização interfere diretamente no processo natural de desenvolvimento emocional e social da criança. “Quando uma criança é forçada a ‘crescer’ antes da hora, ela perde etapas fundamentais de formação da personalidade e da autoestima”, complementa.
A adultização pode desencadear ansiedade e depressão nas crianças (Imagem: Yuriy2012 | Shutterstock)
A adultização pode desencadear ansiedade e depressão nas crianças Crédito: Imagem: Yuriy2012 | Shutterstock

Consequências da adultização das crianças

  • Confusão de papéis: a criança perde a referência de sua posição no desenvolvimento, internalizando expectativas inadequadas para sua faixa etária;
  • Maior vulnerabilidade a abusos: especialmente quando há sexualização precoce ou negação das proteções naturais da infância;
  • Impactos acadêmicos e sociais: desengajamento escolar, isolamento social, maior probabilidade de envolvimento com sistema de justiça juvenil.

Desenvolvimento de problemas de saúde mental

  • Ansiedade e depressão precoce;
  • Baixa autoestima e distorção da autoimagem corporal;
  • Dificuldade para estabelecer limites pessoais;
  • Comportamentos de risco na adolescência;
  • Problemas de relacionamento na vida adulta.

Como evitar a adultização

A psicóloga destaca a importância de prevenir o problema. “É fundamental resgatar o direito de ser criança. Isso significa priorizar brincadeiras, convivência com pares da mesma idade e atividades lúdicas apropriadas para cada fase do desenvolvimento”, orienta Maíra Roazzi.

Recomendações para pais e cuidadores:

  • Proteção digital: limitar a exposição a conteúdos inadequados e monitorar uso de redes sociais;
  • Respeito ao desenvolvimento: reconhecer e respeitar o ritmo natural de crescimento emocional, social e físico da criança;
  • Comunicação adequada: abordar temas complexos de forma apropriada para a idade, sem sobrecarregar emocionalmente;
  • Preservação da infância: garantir tempo e espaço para atividades lúdicas, criativas e espontâneas;
  • Busca por ajuda: procurar acompanhamento profissional ao identificar sinais como ansiedade excessiva, comportamentos sexualizados precocemente, regressões no desenvolvimento ou verbalização inadequada sobre temas adultos.
Por Catharina Freitas

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