Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 17:29
Depois de semanas ou até meses usando o banheiro sozinha, é comum que algumas crianças voltem a ter escapes ou passem a pedir novamente a fralda. A situação costuma pegar os pais de surpresa e levantar dúvidas sobre o que aconteceu no processo do desfralde. Na maioria das vezes, porém, esse comportamento está ligado a fases de adaptação, como troca de escola, chegada de um irmão, novos professores ou mudanças na rotina familiar, momentos que podem gerar insegurança emocional. >
Mas será que isso é um mau sinal? Segundo o especialista em desenvolvimento infantil Dr. André Ceballos, nem sempre. A regressão pode ser apenas uma forma de a criança expressar emoções que ainda não consegue colocar em palavras. “A criança pequena não consegue traduzir tudo o que sente. O corpo acaba sendo um caminho de expressão e, diante de uma mudança importante, ela pode oscilar em habilidades que já tinha aprendido”, explica o médico. >
De acordo com o especialista, o desfralde não depende apenas do amadurecimento fisiológico, mas também do equilíbrio emocional . Quando a criança enfrenta situações fora do habitual, o controle do xixi e do cocô pode falhar temporariamente, sem que isso signifique perda do aprendizado. >
O problema, segundo o Dr. André Ceballos, é quando os adultos reagem com broncas ou constrangimento. “Quando o adulto repreende, a criança se sente envergonhada e ansiosa, e isso tende a aumentar os episódios. O desfralde precisa ser um processo seguro e positivo. Na maioria das vezes, quando ela volta a se sentir segura e adaptada à rotina, o controle retorna naturalmente”, reforça. >
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Algumas atitudes simples podem fazer uma grande diferença nesse momento. Mais do que acelerar resultados, o foco deve estar em criar um ambiente de segurança e confiança, no qual a criança se sinta acolhida para atravessar essa fase sem medo ou pressão. Busque: >
Em alguns casos, pode ser necessário dar um pequeno passo atrás por um período. “Se a criança pede fralda para dormir ou passa a ter muitos escapes, não há problema em recuar temporariamente. O mais importante é preservar o bem-estar emocional”, orienta o médico. >
Vale observar a duração e a intensidade da situação. Segundo o especialista, se a regressão se mantém por meses, aparece junto à dor ao urinar, a alterações bruscas de comportamento ou a sinais intensos de ansiedade , é importante procurar um pediatra ou especialista em desenvolvimento infantil para investigar. >
Apesar da preocupação inicial, a fase também pode fortalecer vínculos. “Quando os pais acolhem, demonstram paciência e oferecem segurança, a criança atravessa esse momento mais confiante e o processo se reorganiza”, conclui o Dr. André Ceballos. >
Por Alice Veloso >
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