A cantora Preta Gil, de 50 anos, morreu neste domingo (20), vítima de um câncer de intestino que enfrentava desde 2023. Nos últimos meses, a cantora viajou para os Estados Unidos para se submeter a um tratamento experimental de combate ao câncer, e junto a isso, compartilhava com o público os altos e baixos da luta contra a doença.
A morte de Preta Gil gerou uma comoção imediata entre fãs, amigos e até quem não a conhecia, em uma espécie de luto coletivo. Mas porque tanta gente se sentiu abalada com sua partida?
A psicóloga Anastácia Barbosa acredita que o luto coletivo tem uma explicação. "Preta Gil não era só uma artista, era um símbolo de liberdade, coragem e feminilidade sem censura. Ao perdê-la, perdemos também um pouco da força que ela representava para tantas mulheres", disse.
A profissional ainda explique o porquê, mesmo sem conviver com a cantora, há um sentimento de proximidade. "Nós criamos vínculos emocionais e simbólicos com figuras públicas, e Preta nos acompanhava há anos, em suas dores, lutas e transformações. Ela foi mãe, filha, cantora, sobrevivente, nos identificamos com sua força e vulnerabilidade". Para Anastácia, isso é profundamente humano. "A morte de Preta Gil nos revela que o tempo é urgente. Ela viveu até o fim com dignidade, presença, alegria e consciência".
Ela mostrou que não dá pra esperar o depois pra se cuidar, ser quem é e se amar. A morte dela nos convoca a viver com mais verdade
O luto coletivo envolve sentimentos de tristeza, solidariedade e choque. "Ele rompe o isolamento emocional pois a dor compartilhada humaniza. No caso da cantora, a dor tem nome, rosto e uma história que nos lembra o quanto a vida precisa ser celebrada", completou Anastácia.
Para seguir em frente após situações que nos abalam tanto, a psicóloga afirma que não se trata de esquecer, mas de transformar o momento. "O luto precisa de tempo, de espaço simbólico e de elaboração. O melhor que podemos fazer é viver com mais coragem, afeto e presença, como ela fez".