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Preta Gil: psicóloga explica por que sentimos o luto pela morte da cantora

Preta Gil: psicóloga explica por que sentimos o luto pela morte da cantora

Morte da filha de Gilberto Gil comoveu o país e levanta reflexões sobre vínculos emocionais, representatividade e o impacto da presença pública

Publicado em 21 de julho de 2025 às 14:14

Preta Gil
Preta Gil faleceu vítima de um câncer de intestino Crédito: Reprodução @pretagil

A cantora Preta Gil, de 50 anos, morreu neste domingo (20), vítima de um câncer de intestino que enfrentava desde 2023. Nos últimos meses, a cantora viajou para os Estados Unidos para se submeter a um tratamento experimental de combate ao câncer, e junto a isso, compartilhava com o público os altos e baixos da luta contra a doença.

A morte de Preta Gil gerou uma comoção imediata entre fãs, amigos e até quem não a conhecia, em uma espécie de luto coletivo. Mas porque tanta gente se sentiu abalada com sua partida?

A psicóloga Anastácia Barbosa acredita que o luto coletivo tem uma explicação. "Preta Gil não era só uma artista, era um símbolo de liberdade, coragem e feminilidade sem censura. Ao perdê-la, perdemos também um pouco da força que ela representava para tantas mulheres", disse. 

A profissional ainda explique o porquê, mesmo sem conviver com a cantora, há um sentimento de proximidade. "Nós criamos vínculos emocionais e simbólicos com figuras públicas, e Preta nos acompanhava há anos, em suas dores, lutas e transformações. Ela foi mãe, filha, cantora, sobrevivente, nos identificamos com sua força e vulnerabilidade". Para Anastácia, isso é profundamente humano. "A morte de Preta Gil nos revela que o tempo é urgente. Ela viveu até o fim com dignidade, presença, alegria e consciência".

 Ela mostrou que não dá pra esperar o depois pra se cuidar, ser quem é e se amar. A morte dela nos convoca a viver com mais verdade

Anastácia Barbosa

Psicóloga 

O luto coletivo envolve sentimentos de tristeza, solidariedade e choque. "Ele rompe o isolamento emocional pois a dor compartilhada humaniza. No caso da cantora, a dor tem nome, rosto e uma história que nos lembra o quanto a vida precisa ser celebrada", completou Anastácia. 

Para seguir em frente após situações que nos abalam tanto, a psicóloga afirma que não se trata de esquecer, mas de transformar o momento. "O luto precisa de tempo, de espaço simbólico e de elaboração. O melhor que podemos fazer é viver com mais coragem, afeto e presença, como ela fez". 

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