Publicado em 2 de março de 2026 às 16:28
Sangue nas fezes, mudança no funcionamento do intestino, cansaço persistente. Sintomas que muita gente associa a “algo passageiro” podem, na verdade, ser sinais de câncer colorretal, tipo de tumor que mais cresce entre pessoas com menos de 50 anos. Durante o Março Azul, campanha de conscientização sobre a doença, é importante lembrar que a idade não exclui risco. >
“A doença deixou de ser restrita a faixas etárias mais avançadas. Hoje, atendemos cada vez mais pacientes jovens, com menos de 50 anos, inclusive sem fatores de risco clássicos, o que exige maior atenção aos sintomas e à história familiar “, explica a Dra. Maria Ignez Braghiroli, médica da Oncologia D’Or, da Rede D’Or, e especialista em tumores do trato digestivo. >
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028. Entre os mais jovens, o diagnóstico muitas vezes ocorre em fases mais avançadas. Mudanças no estilo de vida ajudam a explicar esse cenário, como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo. >
Entre os sinais característicos do câncer colorretal, estão: >
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“Sangramento intestinal, alteração do hábito intestinal e anemia não devem ser normalizados, independentemente da idade. A investigação precoce faz toda a diferença no prognóstico”, reforça a oncologista. >
O câncer colorretal está entre os tumores mais preveníveis. Cerca de 90% dos casos se desenvolvem a partir de pólipos benignos, que podem ser identificados e removidos durante a colonoscopia. As sociedades médicas recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco, e antes disso para quem tem histórico familiar. >
Além disso, hábitos saudáveis reduzem significativamente o risco: alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física, controle do peso, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool. No Março Azul, o recado é direto: ignorar sintomas pode atrasar o diagnóstico. “E, quando se trata de câncer colorretal, tempo faz diferença”, alerta a Dra. Maria Ignez Braghiroli. >
Por Samara Meni >
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