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Faustão: como funciona a fila de transplantes no Brasil?

Faustão: como funciona a fila de transplantes no Brasil?

Faustão foi submetido ao transplante de fígado e retransplante renal.  A lista para transplantes é única e vale tanto para os pacientes do SUS quanto para os da rede privada

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Guilherme Sillva

Editor do Se Cuida / [email protected]

Publicado em 8 de agosto de 2025 às 13:57

Faustão está sendo processado por ex-assistente de palco
Faustão foi submetido ao transplante de fígado e retransplante renal Crédito: Divulgação/ TV Globo

O apresentador Faustão foi submetido ao transplante de fígado e retransplante renal, procedimentos que aguardava há um ano, conforme informou a equipe médica. O apresentador está internado no Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, desde o dia 21 de maio deste ano devido a uma infecção bacteriana aguda, de acordo com o boletim médico divulgado na noite desta quinta-feira (7).

“Durante o período, passou por controle infeccioso e reabilitação clínica e nutricional, para estabilização do quadro de saúde. O paciente foi submetido a um transplante de fígado nesta quarta-feira, 6 de agosto, combinado a um retransplante renal, planejado há um ano, e realizado hoje, 7 de agosto. Os procedimentos ocorreram após o Einstein ser acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo e confirmar a compatibilidade dos órgãos doados por doador único”, diz texto da nota.

Ao todo, Faustão fez quatro transplantes. Um de coração há dois anos, mais dois transplantes de rins (considerando o retransplante), e um de fígado.

Como funciona a fila do transplante

O Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Atualmente, 46.718 pessoas esperam por um órgão no país. Destas, mais de 43 mil aguardam transplante de rim. A lista para transplantes é única e vale tanto para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto para os da rede privada. 

A compatibilidade sanguínea é o primeiro fator analisado, seguida pela compatibilidade de peso, altura e genética entre doador e receptor. Cada tipo de órgão tem critérios de gravidade próprios que também influenciam a posição na lista.  "Quando os critérios técnicos são semelhantes, a ordem cronológica de cadastro, ou seja, a ordem de chegada, funciona como critério de desempate", explica o Ministério da Saúde. Pacientes em estado crítico são atendidos com prioridade, em razão de sua condição clínica.

Além disso, algumas situações de extrema gravidade com risco de morte e condições clínicas de um paciente aguardando transplante também são determinantes na organização da fila do transplante. São eventos determinantes de prioridade na fila de doação: a impossibilidade total de acesso para diálise (filtração do sangue), no caso de doentes renais; a insuficiência hepática aguda grave, para doentes do fígado; necessidade de assistência circulatória, para pacientes cardiopatas; e rejeição de órgãos recentes transplantados.

Vale ressalta que não é possível pagar para avançar pela fila de transplante. Todos os cidadãos brasileiros são incluídos na mesma lista dos transplantes. A rede pública de saúde fornece aos pacientes assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é responsável pela regulamentação, controle e monitoramento do processo de doação e transplantes realizados no país. 

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