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Em coma

Entenda o que é aneurisma da aorta, causa da morte do músico Alexandre Lima

O cantor entrou em coma em 2013, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia para a retirada de um aneurisma na aorta

Publicado em 28 de Março de 2024 às 18:54

Redação de A Gazeta

Publicado em 

28 mar 2024 às 18:54
O músico Alexandre Lima, em 2012. Ele segue em tratamento em casa
O músico Alexandre Lima morreu  aos 54 anos Crédito: Vitor Jubini/Arquivo AG
O músico Alexandre Lima morreu na madrugada desta quinta-feira (28), aos 54 anos. Ele estava em coma havia 10 anos e sendo cuidado pela família, em casa.
Alexandre entrou em coma em 2013, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia para a retirada de um aneurisma na aorta. Uma reportagem publicada por A Gazeta em 2020 mostra que a saúde do músico exigia cuidados especiais e todo o tratamento chegava a custar mais de R$ 20 mil por mês. O artista era uma das vozes do grupo Manimal e Radio Experienza e construiu sua carreira na área de cultura do Espírito Santo. Quando entrou em coma, exercia o cargo de secretário municipal de Cultura de Vitória.
A aorta abdominal é o maior vaso sanguíneo encontrado no corpo humano. O aneurisma da aorta abdominal é uma doença relacionada a dilatação desse vaso sanguíneo. É uma protuberância localizada na parede da aorta, na região que passa pelo tórax ou pelo abdômen. Uma dilatação progressiva, em que o vaso vai aumentando o seu calibre, até enfraquecer a parede, podendo levar a sua ruptura.
De acordo com o angiologista, cirurgião vascular e endovascular Frederico Christo Torezani, da Rede Meridional, o aneurisma da aorta abdominal é causado, normalmente, por situações relacionadas a fatores hereditários e influenciados também por fatores de risco, como o tabagismo, a idade, a hipertensão arterial não controlada, traumas na parede arterial, e mais raramente doenças que traumatizam a parede da aorta, como diabetes e colesterol elevado que em algum momento podem influenciar o enfraquecimento da parede da aorta.
"Os aneurismas da aorta abdominal podem surgir em qualquer idade, porém, são mais frequentes em homens, de 50 a 80 anos. E tem mais probabilidade de ocorrer em pessoas com hipertensão arterial, em particular naquelas que também são fumantes"
Frederico Christo Torezani - Angiologista, cirurgião vascular e endovascular
O médico explica que o aneurisma da aorta é uma doença assintomática, sendo detectado, na maioria das vezes, por meio de exames de rotina. “O paciente não o percebe, ele vai progredindo e evolui com o crescimento progressivo, até o momento onde ocorre a ruptura. Neste momento ocorre a presença de sintomas. O paciente tem dor severa na região abdominal ou na região do dorso, nas costas, e pode ocorrer náuseas, vômito, e queda abrupta da pressão arterial causada pelo sangramento súbito".

Entenda o tratamento 

O especialista enfatiza, ainda, que no aneurisma de aorta abdominal roto, quando ele se rompe, ocorre uma situação de risco elevado, podendo naturalmente causar uma hemorragia grave e levar a uma parada cardiorrespiratória. A mortalidade no aneurisma da aorta roto, quando não tratado, é de 100%.
Os aneurismas pequenos (diâmetro entre 3 e 5,5 cm) não necessitam de correção e podem apenas ser monitorados. Os que apresentam diâmetro maior que 5,5 cm nos homens e 5,0 cm nas mulheres apresentam risco de rotura, portanto devem ser tratados.
Torezani lembra que nos últimos 15 anos o tratamento mudou bastante, sendo realizado, no momento, através de cateteres. “A maioria dos aneurismas pode ser tratados por cateteres e os mesmos reduzem não só os riscos cirúrgicos do procedimento, como melhoram, de forma significativa, as chances de sucesso e do tratamento efetivo”, afirmou.
O aneurisma é uma doença de grande risco pela possibilidade da rotura do vaso, o que gera perda de sangue e consequente morte. “Após a rotura da aorta, o paciente precisa ser encaminhado, com urgência, para um pronto-socorro e ser operado imediatamente, já que terá hemorragia. A rotura é uma das dez maiores causas de morte em indivíduos com mais de 50 anos, principalmente porque, nestes casos, a condição geralmente não havia sido diagnosticada”, alertou o médico.

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