Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 16:30
Datas comemorativas costumam alterar a rotina alimentar e o padrão de consumo, o que gera a sensação de que algo precisa ser “consertado” logo em seguida. Nesse cenário, propostas restritivas ganham espaço, mesmo sem considerar como o funcionamento corporal realmente ocorre. >
Segundo a nutricionista Kerlin Schmitz, cofundadora da Divina Terra, essa ideia de faxina interna não condiz com a realidade do corpo humano. “O organismo não fica intoxicado […], ele apenas trabalha mais lentamente por causa do excesso. Nosso corpo já possui um sistema natural de desintoxicação que envolve fígado, rins, intestino, pulmões e pele. Ele não precisa de medidas extremas, e sim de apoio para funcionar melhor”, explica a especialista. >
A seguir, veja como reorganizar hábitos de forma saudável e sem gastos desnecessários abaixo! >
A nutricionista reforça que a desintoxicação não vem de um único alimento ou de uma bebida específica, mas sim de um conjunto de escolhas leves que facilitam o processo fisiológico já existente. Segundo ela, funciona: >
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Por outro lado, continua sendo mito acreditar que jejuns prolongados, sucos radicais, dietas extremamente restritivas , corte total de carboidratos, laxantes ou diuréticos possam acelerar esse processo. Essas práticas, além de ineficazes, podem agravar o desconforto pós-festas. >
“O que vemos com frequência é que as pessoas tentam compensar os exageros com punições alimentares. Isso não funciona e ainda traz mais desequilíbrio. Mudanças simples e coerentes por dois ou três dias já são capazes de reorganizar todo o organismo”, reforça Kerlin Schmitz. >
Após períodos de exagero, o corpo envia sinais como estufamento, gases, refluxo, intestino mais lento, pele oleosa, irritabilidade e sono prejudicado. Quando esses sintomas continuam por mais de 48 a 72 horas, Kerlin Schmitz orienta ajustar a alimentação, mas sem radicalismos, apenas retomando a rotina natural de forma leve. O processo de recuperação costuma ser rápido e, em poucos dias, a maioria das pessoas já sente o retorno da energia e da digestão equilibrada. >
A especialista também destaca que um detox eficiente não precisa ser caro. Itens simples, acessíveis e presentes em qualquer mercado fazem toda a diferença. Água, frutas como mamão, maçã e laranja, folhas verdes variadas, chás suaves como camomila, erva-doce e hortelã, limão ou vinagre de maçã usado como tempero e aveia para melhorar o trânsito intestinal formam um “kit detox” econômico e funcional. >
Segundo ela, investir em produtos extremamente elaborados e caros não é necessário para retomar o equilíbrio . “Desintoxicar é, acima de tudo, apoiar o corpo em seu próprio ritmo. Não é o preço do alimento que determina sua eficácia, mas sim a consistência das escolhas ao longo dos dias”, conclui a nutricionista. >
Por Gabriela Andrade >
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