Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 17:29
Para as mulheres, o cabelo vai muito além da estética: ele representa identidade, estilo e, muitas vezes, é símbolo de empoderamento e autoconfiança. Por isso, a queda capilar impacta diretamente a saúde emocional e a qualidade de vida feminina. O sofrimento tende a se intensificar quando a desinformação e o silêncio mascaram condições como a alopecia, que afeta cerca de 5% das mulheres brasileiras, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). >
Nas redes sociais, a cantora Maiara, da dupla sertaneja com Maraisa, contou que sofre de alopecia androgenética e chegou a perder quase todos os fios de cabelo. Segundo a artista, ela também teve alopecia de tração, causada pelo uso frequente de alongamentos capilares. >
“A queda de cabelo na mulher não deve ser normalizada. Quando há afinamento dos fios, redução significativa do volume ou surgimento de falhas, é fundamental investigar a causa o quanto antes, porque muitos quadros têm tratamento e até possibilidade de reversão quando diagnosticados precocemente”, explica o dermatologistaJosé Roberto Fraga Neto, doInstituto Fraga de Dermatologia, membro daSociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)e daAssociação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC). >
Entre os tipos mais frequentes de alopecia em mulheres, estão: >
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José Roberto Fraga Neto ressalta a importância de diferenciar as alopecias do eflúvio telógeno, que é uma alteração do ciclo do cabelo. Esse quadro costuma ocorrer após estresse intenso, infecções, cirurgias, parto, perda de peso ou uso de determinados medicamentos, provocando uma queda difusa e abrupta dos fios, geralmente temporária quando a causa é identificada e tratada corretamente. >
“A perda diária de até 50 a 100 fios faz parte do ciclo normal do cabelo. A queda se torna patológica quando há aumento persistente da perda, afinamento progressivo dos fios , redução visível do volume ou aparecimento de falhas. É importante reforçar que queda de cabelo não é um diagnóstico, mas um sintoma”, alerta o médico. >
O estresse emocional intenso é um fator conhecido no desencadeamento e na piora da queda de cabelo, especialmente no eflúvio telógeno e na alopecia areata. Entre artistas e figuras públicas, a exposição constante, a cobrança estética e a pressão emocional podem intensificar esse processo, afetando não apenas a aparência, mas também a saúde emocional. >
O tratamento da queda de cabelo depende diretamente do diagnóstico correto e pode envolver medicações tópicas ou orais, correção de deficiências nutricionais, controle de alterações hormonais e procedimentos médicos realizados em consultório. A avaliação com dermatologista é essencial e pode incluir exames como a tricoscopia, além de exames laboratoriais específicos e, em casos selecionados, biópsia do couro cabeludo. >
“O transplante capilar não é indicado para todos os casos e não substitui o tratamento da causa. Ele pode ser considerado quando existe diagnóstico bem definido, estabilidade da doença e área doadora adequada, sendo uma opção segura e eficaz para mulheres corretamente selecionadas”, explica o dermatologista. >
Por fim, José Roberto Fraga Neto destaca o papel das redes sociais na construção da autoimagem feminina. Embora possam reforçar padrões irreais de beleza e aumentar a pressão estética, também têm potencial para ampliar o debate, quebrar tabus e incentivar a busca por avaliação dermatológica especializada. >
Por Ana Carolina de Freitas >
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