A leucemia aguda é um câncer da medula óssea, em que células jovens chamadas de blastos perdem a capacidade de formar as células maduras do nosso sangue. Os blastos ocupam toda a medula óssea, prejudicando a formação celular, causando quadros de anemia, plaquetas baixas, células de defesa baixa, o que também deixa o paciente exposto a infecções.
"Dentro das leucemias agudas existem a leucemia mieloide aguda e a leucemia linfoblástica aguda. Normalmente a leucemia linfoblástica aguda é mais comum em pacientes jovens, principalmente em crianças. A leucemia mieloide aguda mais comum em adultos, principalmente idosos, a partir dos sessenta anos de idade", explica o hematologista Douglas Stocco.
Os sinais da doença estão justamente relacionados à deficiência das células sangue. A anemia gera fraqueza e indisposição, e a plaqueta baixa vai dar hematomas pelo corpo, sangramentos espontâneos. Já a deficiência nas células de defesa, causa uma predisposição a infecções, que se manifesta principalmente por febre.
O transplante é recomendado para as leucemias que são de alto risco. "São aquelas em que a quimioterapia, sozinha, não é suficiente pra tratar. Se o paciente não fizer o transplante, a doença corre um alto risco de voltar", diz o médico. Nesses pacientes, o sistema imunológico que falhou em detectar o surgimento dessa célula e combater o surgimento dela é trocado por um sistema imunológico novo, que ajuda a combater a leucemia.
O hematologista explica que durante a preparação, é feita uma terapia pra destruir a medula óssea do receptor e aí o transplante é feito como se fosse uma transfusão dessas células-tronco coletadas no doador para o receptor. "Após essa preparação, a medula óssea do receptor ela fica vazia e aí vão ser infundidas as células-tronco. Essas células-tronco sabem para onde têm que ir, ao circular, elas vão se instalar na medula óssea".
Durante e após o transplante, o paciente necessita de uma série de cuidados. Dentro da unidade em que eles está sendo tratado, existe uma série de cuidados restritos, como filtro pra prevenir a entrada de bactérias e fungos
Douglas Stocco Hematologista
Após o transplante o paciente é considerado curado se ele mantém a medula e não apresenta recidiva da doença. "É importante a gente dizer que recidivas podem acontecem mesmo após um transplante. Por isso, após a realização do transplante, esse paciente segue sendo monitorado", finaliza o médico.