Crédito: Fernando Madeira
Mercado local e global
Esse apetite por viver melhor foi mapeado no relatório “Feeling good: The future of the wellness market”, da consultoria McKinsey. O estudo mostra que o interesse dos consumidores se concentra em seis categorias principais de bem-estar: saúde, condicionamento físico, nutrição, aparência, sono e atenção plena. É exatamente nessas áreas que os novos negócios encontram terreno fértil para crescer.
O mercado de wellness permite que o empreendedor comece com ofertas enxutas, teste formatos e faça parcerias locais. "Este é um dos pontos mais interessantes do setor: nem todo negócio precisa começar grande, com uma estrutura complexa ou investimento alto. É possível iniciar com uma oferta mais enxuta, como uma aula experimental, consultoria individual, workshops ou até uma comunidade digital. Antes de investir em uma grande estrutura, o empreendedor pode testar se as pessoas têm interesse, quanto estão dispostas a pagar e qual formato gera mais adesão", ressalta o consultor de marketing.
Henrique Hamerski reforça que o consumidor de wellness não quer ser tratado como massa. "Ele quer soluções que façam sentido para sua rotina, idade, objetivos, limitações, estilo de vida e preferências pessoais", diz.
Nicho de mercado
"Demoramos cerca de seis meses entre sonhar, pesquisar, testar, ajustar e colocar a marca no mundo. O mais difícil foi encontrar o equilíbrio entre criar formulações excelentes para a pele madura e, ao mesmo tempo, manter tudo leve, descomplicado e possível", conta Daniela.
Elas estão à frente de negócios
A importância da inovação
Quem passa pelas manhãs de sexta-feira na Avenida Saturnino de Brito, próximo a entrada da Ilha do Frade, em Vitória, costuma notar um grupo que destoa do ritmo acelerado do trânsito. Ali, com o pé na areia e de frente para o mar, a instrutora Renata Ferreira, de 36 anos, conduz suas aulas de ioga.
O caminho até as turmas à beira-mar, no entanto, envolveu uma grande virada de chave. Antes de empreender no bem-estar, Renata atuou como representante de uma cervejaria e trabalhou com produção de moda. A transição começou na faculdade de Educação Física, quando aceitou um convite para estagiar na academia de uma tia. "Fui acompanhá-la em uma aula de ioga para crianças e me apaixonei. Desde então, fiz vários cursos de formação", relembra.
Crédito: Fernando Madeira
Das sacolas de roupas à fábrica própria
Formada em Engenharia Ambiental, com mestrado na área, ela encontrou na moda a sua verdadeira reinvenção. "O esporte sempre foi a minha válvula de escape. Aos 27 anos, insatisfeita com o mercado na minha área de formação, decidi estudar Nutrição. Foi aí que comecei a vender roupas de academia para ter o meu dinheiro, até que a pandemia mudou tudo", relembra.
Hoje, a marca opera com duas lojas físicas, e-commerce e uma equipe de 30 colaboradores. Apesar do ritmo acelerado, a empresária enfrenta um desafio comum ao setor têxtil. "O grande gargalo para o crescimento da marca está em encontrar profissionais qualificados. É muito difícil", desabafa. O obstáculo, contudo, não diminui o fôlego da capixaba, que adora correr maratonas e planeja expandir a grife para outros estados e para o mercado europeu. "Tenho o sonho de levar a minha marca para o mundo", projeta.
Os desafios de gestão