A mastopexia (também conhecida como lifting de mamas) é uma cirurgia plástica que tem como objetivo levantar os seios, reposicionar a aréola e o mamilo, e remover o excesso de pele flácida para devolver um formato mais firme e jovem à região.
O procedimento registrou crescimento de 48,1% no mundo, passando de 772.138 para 1.143.862 procedimentos. Os dados são da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgados em 29 de setembro. O Brasil lidera o ranking mundial, com 219.599 cirurgias, o equivalente a 19,2% do total, à frente dos Estados Unidos, com 155.406 procedimentos, e da Turquia, com 58.330.
No país, a mastopexia já se aproxima do número de cirurgias de aumento mamário com implantes de silicone isolados, que somaram 222.847 procedimentos. A tendência acompanha uma mudança no perfil das pacientes, que buscam não apenas volume, mas também firmeza, sustentação e harmonia das mamas.
O cirurgião plástico Ariosto Santos explica que a mastopexia é indicada para corrigir a flacidez e a queda das mamas, condição conhecida como ptose mamária. "A cirurgia consiste na retirada do excesso de pele, na remodelação dos tecidos e no reposicionamento do complexo aréolo-papilar, formado pela aréola e pelo mamilo. A técnica é definida individualmente, considerando fatores como a quantidade de tecido mamário, a elasticidade da pele, o grau de flacidez e as expectativas da paciente".
O procedimento pode ser realizado com ou sem implantes de silicone. Na mastopexia sem prótese, o cirurgião utiliza o próprio tecido mamário para reconstruir o formato e melhorar a sustentação dos seios. A técnica pode ser indicada para mulheres que possuem volume suficiente, mas desejam corrigir a queda e recuperar o contorno.
“Quando a mulher ainda possui parênquima mamário suficiente e de boa qualidade, conseguimos remodelar a mama utilizando apenas o próprio tecido da paciente, reposicionando o complexo aréolo-papilar”, afirma Ariosto.
Já a mastopexia com prótese é uma alternativa para pacientes que, além de corrigir a flacidez, desejam recuperar volume ou obter maior projeção, especialmente na parte superior das mamas. O implante pode acrescentar volume e contribuir para preencher regiões que perderam densidade, sem que seja necessário optar por próteses grandes.
Nos casos em que há perda de densidade, o implante entra como suporte estrutural de projeção, em volumes moderados e com cicatrizes cuidadosamente desenhadas
Ariosto Santos Cirurgião plástico
A recuperação exige cuidados específicos, independentemente da técnica escolhida. Nos primeiros dias, podem ocorrer inchaço, desconforto e alterações temporárias de sensibilidade. O uso de sutiã cirúrgico, quando recomendado, e o cumprimento das orientações médicas são importantes para favorecer a cicatrização e a adaptação dos tecidos.
Na cirurgia sem prótese, o pós-operatório envolve cuidados com as incisões e restrições temporárias de esforço físico. "Quando há implante, também são considerados aspectos relacionados à acomodação da prótese e à recuperação da região operada. O tempo de recuperação varia de acordo com a técnica e as características de cada paciente", diz o médico.
Em muitos casos, atividades cotidianas leves podem ser retomadas após uma ou duas semanas, conforme a evolução clínica e a liberação do cirurgião. Exercícios físicos, levantamento de peso e outras atividades que exijam esforço dos braços costumam demandar um período maior de restrição, frequentemente de quatro a seis semanas ou mais.
Embora os resultados sejam duradouros, a mastopexia não impede os efeitos naturais do envelhecimento, da gravidade, das oscilações de peso ou de futuras gestações sobre as mamas. "A manutenção de um peso estável e o acompanhamento médico ajudam a preservar os resultados. Para quem utiliza implantes, também é necessário manter o acompanhamento específico das próteses, que podem exigir novas intervenções ao longo da vida", ressalta Ariosto.
As cicatrizes variam conforme a quantidade de pele retirada e o grau de flacidez. Em casos selecionados, ficam restritas à região ao redor da aréola. Em outros, podem incluir uma linha vertical entre a aréola e o sulco mamário ou uma incisão adicional na dobra inferior da mama, formando o chamado T invertido. "Inicialmente mais evidentes, as marcas passam por um processo de amadurecimento ao longo dos meses, e sua aparência final depende de fatores individuais, da técnica empregada e dos cuidados pós-operatórios", finaliza o médico.