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O5 de fevereiro

Dia Nacional da Mamografia: por que falar sobre o exame o ano todo

Durante a pandemia, houve queda de cerca de 62% na execução de mamografias de rastreamento no Brasil. O dado é preocupante, pois a  mamografia é o único exame utilizado mundialmente para o rastreamento do câncer de mama

Publicado em 05 de Fevereiro de 2021 às 11:00

Cássia Rocha Souza

Publicado em 

05 fev 2021 às 11:00
Mulher faz exame de mamografia
O Outubro Rosa é um mês lúdico que alerta para a prevenção do câncer de mama. Entretanto, o alerta não pode parar por aí Crédito: Shutterstock
Nesta sexta (05), comemora-se o Dia Nacional da Mamografia. O objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância do exame para detectar alterações na mama. O exame é uma radiografia do tecido mamário, realizado com um equipamento de raios-X chamado mamógrafo, capaz de identificar lesões nos estágios iniciais.
O assunto ganha destaque durante o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama. Porém é menos discutido no restante do ano apesar do alto índice de incidência da doença. Durante a pandemia, houve queda de cerca de 62% na execução de mamografias de rastreamento no Brasil de acordo com o último relatório do Radar do Câncer, realizado em parceria com o Instituto Oncoguia e com o Datasus. Este dado reforça a importância de dar destaque ao exame além de outubro.
Segundo a oncologista clínica Virgínia Altoé, o Outubro Rosa é um mês lúdico que alerta para a prevenção do câncer de mama. Entretanto, o alerta não pode parar por aí. “O câncer de mama é o mais frequentes nas mulheres (excluindo os cânceres de pele não melanoma), por isso precisamos estar atentos o ano inteiro sobre a importância da prevenção desse tumor, assim como da realização anual da mamografia em mulheres maiores que 40 anos”.

O exame

O exame é fundamental no diagnóstico precoce do câncer de mama e, segundo o Ministério da Saúde, deve ser feito a cada dois anos por mulheres de 50 a 69 anos. Em caso de risco aumentado, o médico pode decidir fazer o exame em intervalos menores e em mulheres mais jovens.
“A mamografia é capaz de detectar lesões iniciais, antes mesmo de elas serem palpáveis. A falta de informação e o medo podem impedir as mulheres de realizar a mamografia. Neste momento, ainda temos a pandemia, que pode postergar o diagnóstico. Mas as mulheres devem fazer o exame, já que se identificado ainda no início, o índice de cura do câncer de mama pode chegar a 98%”, explica o mastologista e oncologista Roberto Lima, do Cecon. 
"A mamografia é capaz de detectar lesões iniciais, antes mesmo de elas serem palpáveis. A falta de informação e o medo podem impedir as mulheres de realizar a mamografia."
Roberto Lima - Mastologista e oncologista
Virgínia Altoé alerta que a mamografia é o único exame utilizado mundialmente para o rastreamento do câncer de mama. “É por meio desse exame que podem ser identificadas lesões ainda tão pequeninas que não podem ser detectadas com o auto-exame das mamas. A mamografia pode também detectar lesões pré-neoplásicas como os carcinomas in situ, ou seja, permite diagnosticar e tratar lesões antes mesmo que elas se tornem câncer e possam dar metástase para o restante do corpo”, pontua

Autocuidado

"Não deixe a pandemia interromper os cuidados com você mesma. Mantenha seus exames em dia"
Virgínia Altoé - Oncologista
A mamografia é um ato de autocuidado, que demonstra a preocupação com o corpo e a saúde da mulher. Virgínia destaca que a mamografia é o exame mais importante no cuidado da saúde da mama de todas as mulheres, mas que o alerta deve ser reforçado em tempos de coronavírus. “Com a pandemia, muitas pacientes adiaram seus exames de rastreamento, e infelizmente isso causa invariavelmente o atraso no diagnóstico levando a detecção de tumores maiores e portanto mais graves. É preciso manter os exames em dia”, lamenta.
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