A Polícia Civil prendeu mais um suspeito de envolvimento no assassinato de Júlio César Carlos da Rocha, de 28 anos, ocorrido em janeiro de 2025, no bairro São Pedro, em Vitória. Na ocasião, uma amiga da vítima, que estava com o filho de 6 anos no local, também foi baleada ao entrar na frente dos disparos para proteger a criança.
O homem, de 33 anos, que não teve o nome divulgado, foi localizado em um bar na Ilha das Caieiras, na Capital. Policiais da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória cumpriram um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça contra ele.
Durante a ação, os policiais apreenderam um aparelho celular que estava com o suspeito. Ele também portava a chave de um veículo estacionado nas proximidades. O homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do homicídio.
Em setembro do ano passado, a corporação informou que dois homens já haviam sido presos por envolvimento no crime. As investigações apontaram que a vítima e o atirador, identificado como Douglas Jesus de Oliveira (foto abaixo), pertenciam a grupos rivais que praticavam agiotagem na região da Grande São Pedro e haviam se desentendido.
Questionada sobre a nova prisão, a Polícia Civil informou que, durante o andamento das investigações, foi identificado mais um suspeito de participação no crime - detido na segunda-feira. Os outros dois envolvidos permanecem presos.
Quando divulgou as primeiras prisões, o delegado George Zan informou que Júlio e Douglas faziam parte de grupos rivais envolvidos com a prática de agiotagem. Segundo as investigações, um desentendimento relacionado à atuação dos grupos na região teria motivado o crime.
"A vítima trabalhava para um desses grupos e o autor tem relação com o grupo rival. Eles tiveram um desentendimento na questão da dominância da prática de agiotagem na região”, explicou o delegado George Zan, na época.
Na noite de 18 de janeiro de 2025, Douglas teria ido de moto até a região acompanhado de um comparsa e parado a duas ruas de distância da casa da vítima. Em seguida, desceu do veículo e seguiu a pé até o imóvel de Júlio, conforme mostraram imagens de uma câmera de segurança (veja acima).
Ao perceber que poderia ser baleado, Júlio correu para dentro da residência, assim como a criança de 6 anos. O suspeito, segundo a investigação, foi atrás. Na tentativa de proteger o filho, a mãe da criança entrou na frente dos disparos e acabou baleada. Júlio também foi atingido e não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, o suspeito fugiu correndo e, em seguida, encontrou o comparsa, que o aguardava em uma motocicleta.