A fila de espera para consulta com um neuropediatra no Estado chega a 11.063 pacientes. Isso significa que, pelo ritmo atual, de 72 vagas oferecidas à população por mês na especialidade, essa demanda só seria zerada num período de 13 anos.
Os números, apurados no dia 9 de janeiro, são da própria Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), que respondeu ao deputado Lorenzo Pazolini (sem partido) sobre a disponibilidade de vagas e demandas na área de Neuropediatria na rede pública estadual.
De acordo com a resposta oficial do secretário Nésio Fernandes, as 72 vagas mensais na especialidade estão distribuídas entre o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (12/mês), (Hucam (36/mês) e Associação Pestalozzi (24/mês).
O neurologista infantil trata de crianças com autismo, dores de cabeça, distúrbio de sono, paralisia cerebral, hiperatividade, déficit de atenção, meningite, epilepsia, atrasos na fala, dificuldade escolar, síndrome genética e crise convulsiva, entre outros problemas.
A Sesa informou também ao parlamentar que não oferece a especialidade de Psicoterapia porque não tem este prestador de serviço no Sistema Único de Saúde (SUS).