Publicado em 14 de fevereiro de 2023 às 16:25
Três homens foram retirados vivos nesta terça-feira (14) dos escombros de prédios que desabaram no sul da Turquia após ficarem presos por 198 horas, ou seja, 8 dias e meio, desde o terremoto que já deixou mais de 35 mil mortos no país e na Síria. >
As emissoras de televisão locais exibiram ao vivo os resgates dos irmãos Muhammed Enes e Abdulbaki Yeniar, de 17 e 20 anos, respectivamente. Os resgates ocorreram na cidade de na cidade de Kahramanmarash. Os dois irmãos foram enviados a hospitais, com diferentes graus de ferimentos.>
Momentos depois, os socorristas também conseguiram tirar dos escombros Muhammed Cafer Çetin, de 18 anos, na cidade de Adiyaman, após fazerem contato com o sobrevivente e de ter sido constatado que ele estava bem.>
Os resgates ocorrem oito dias depois do desabamento de milhares de edifícios em dez províncias da Turquia, onde, em pouco tempo, mais de 80 mil sobreviventes foram localizados entre os escombros.>
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Diante das poucas chances de que se encontre alguém com vida sob os escombros, os trabalhos de resgate pararam em vários locais e muitas equipes estrangeiras voltaram para os países de origem. Enquanto isso, máquinas pesadas começaram a retirar os destroços dos edifícios que desabaram.>
Segundo o vice-presidente da Turquia, Fuat Oktay, até o início da madrugada desta terça, foram montados campos com tendas de campanha em 257 pontos nas dez províncias mais afetadas do país. Além disso, foi completada a infraestrutura de 27 "cidades" de contêineres, com o objetivo de alocar de 150 mil a 200 mil desses equipamentos.>
"Temos cidades de contêineres de aproximadamente 4,9 mil contêineres. Já há cerca de 20 mil pessoas alojadas", afirmou Oktay.>
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou nesta terça que o terremoto foi a "pior catástrofe natural" em 100 anos na região europeia. "Estamos testemunhando o pior desastre natural na região da Europa da OMS em um século e ainda estamos medindo sua escala", disse Hans Kluge, diretor da organização para a região (que abrange 53 países, incluindo Turquia e países da Ásia Central).>
"Seu verdadeiro custo ainda não é conhecido e levará muito tempo e esforço para se recuperar e curar", disse ele. O saldo desta terça-feira (31.974 mortos na Turquia e 3.688 na Síria, segundo fontes locais) "provavelmente aumentará ainda mais", segundo o responsável da ONU.>
Ele lembrou que cerca de 26 milhões de pessoas "precisam de assistência humanitária" nos dois países. O destacamento médico de emergência, composto por três aviões e material para atender 400 mil pessoas, é a maior operação realizada pela divisão europeia da OMS em seus 75 anos de existência. >
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