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Papa Francisco critica "crueldade" russa na Ucrânia

No artigo publicado nesta terça-feira (14), ele ainda elogiou os ucranianos por lutarem pela sobrevivência

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 14/06/2022 às 14h57
Foi a primeira visita de um pontífice ao país.   01/01/2006 - Foto: YARA NARDI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Papa Francisco condenou as ações das tropas russas. Crédito: YARA NARDI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O papa Francisco fez uma nova série de críticas à Rússia pelas ações do país na Ucrânia, dizendo que suas tropas foram brutais, cruéis e ferozes e que a invasão violou o direito de um país à autodeterminação.

No texto de uma conversa que teve no mês passado com editores da mídia jesuíta e publicada nesta terça-feira (14), ele elogiou os "corajosos" ucranianos por lutarem pela sobrevivência, mas também disse que a situação não era do tipo preto ou branco e que a guerra era "talvez de alguma forma provocada".

Embora tenha condenado "a ferocidade, a crueldade das tropas russas. Não devemos esquecer os problemas reais se queremos que eles sejam resolvidos", disse Francisco, incluindo o setor de armamentos entre os fatores que incentivam a guerra.

"Também é verdade que os russos pensaram que tudo terminaria em uma semana. Mas eles calcularam mal. Encontraram um povo corajoso, um povo que luta para sobreviver e que tem um histórico de luta", disse ele na transcrição da conversa, publicada pela revista jesuíta Civilta Cattolica.

"Isso é o que nos move: ver tamanho heroísmo. Eu realmente gostaria de enfatizar este ponto, o heroísmo do povo ucraniano. O que está diante de nossos olhos é uma situação de guerra mundial, interesses globais, venda de armas e apropriação geopolítica, que é martirizar um povo heróico", afirmou.

Separadamente, em uma mensagem para o próximo Dia Mundial dos Pobres da Igreja Católica Romana, papa Francisco lamentou que a Ucrânia tenha sido adicionada a uma lista de guerras regionais.

"Aqui, porém, a situação é ainda mais complexa devido à intervenção direta de uma 'superpotência' que visa impor sua própria vontade, violando o princípio da autodeterminação dos povos", disse.

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