O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, afirmou nesta sexta-feira (31/10) que foram identificadas, até o momento, 99 das pessoas que morreram na Operação Contenção realizada na terça-feira.
Segundo dados oficiais, 121 pessoas morreram e 113 foram detidas na megaoperação contra o Comando Vermelho, a ação policial mais letal da história do Brasil.
Curi afirmou que, dentre os mortos identificados, 42 tinham mandados de prisão pendentes, 78 apresentavam "relevante histórico criminal" e 40 eram de outros Estados:
- 13 do Pará
- 7 do Amazonas
- 6 da Bahia
- 4 do Ceará
- 4 de Goiás
- 3 do Espírito Santo
- 1 da Paraíba
- 1 do Mato Grosso
Dentre os mortos, de acordo com o secretário, estão:
- Russo, chefe do tráfico em Vitória (ES)
- Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus (AM)
- Mazola, chefe do tráfico em Feira de Santana (BA)
- Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás
Quem são os policiais mortos
Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, comissário da 53ª DP (Mesquita);
Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3º sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope);
Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, 3º sargento do Bope.
Como foi a operação
A operação policial da terça-feira foi a mais letal já registrada no país.
Movimentos de direitos humanos classificam a operação como uma chacina e questionam sua eficácia como política de segurança.
O grande número de vítimas também foi criticado pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que se disse "horrorizado" com a operação nas favelas.
A operação envolveu 2,5 mil agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro para cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão em uma área de 9 milhões de metros quadrados.
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