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Mercado Financeiro

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta com otimismo com Biden

Segundo o Western Union, espera-se que o novo governo nos Estados Unidos impulsione uma agenda de estímulos mais fortes de quase US$ 2 trilhões

Publicado em 20 de Janeiro de 2021 às 15:42

Agência Estado

Publicado em 

20 jan 2021 às 15:42
Mercado financeiro, bolsa de valores, ações, mercado de capitais, B3
Royal Dutch Shell (+0,38%) e BP (+0,53%) subiram em Londres, e impulsionaram o FTSE 100 a uma alta de 0,41%, a 6.740,39 pontos. Crédito: Pixabay
As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta nesta quarta-feira (20),em meio a um otimismo com a posse do presidente Joe Biden nos Estados Unidos e os possíveis estímulos fiscais que a liderança pode trazer no país. Na Itália, a solução momentânea da crise política com a vitória do governo de Giuseppe Conte no Senado ajudou Milão a ter a maior alta dentre as principais bolsas europeias.
Contendo a euforia, o dado de inflação da zona do euro deu pouco impulso aos mercados, além do contínuo avanço da covid-19 que segue aumentando casos, mortes e medidas de restrição. O índice pan-europeu Stoxx 60 fechou em alta de 0,72%, a 410,84 pontos.
"O ânimo do mercado melhorou antes da cerimônia de posse de Joe Biden. Espera-se que o novo governo impulsione uma agenda de estímulos mais fortes de quase US$ 2 trilhões", resume o Western Union.
Na terça, a indicada para chefiar o Departamento do Tesouro, Janet Yellen, defendeu a necessidade de ampliar os gastos para fazer frente aos efeitos da pandemia. "Com juro baixo, o melhor a fazer é agir com grandeza", argumentou. Por outro lado, a Eurostat informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro teve alta de 0,3% em dezembro ante novembro, em linha com a previsão de analistas.
As expectativas por estímulos no maior consumidor mundial de petróleo levaram ações do setor à altas nesta quarta. Em Madri, a Repsol avançou 2,48%, e ajudou o IBEX 35 a fechar em alta, a 0,06%, 8.204,10 pontos.
Royal Dutch Shell (+0,38%) e BP (+0,53%) subiram em Londres, e impulsionaram o FTSE 100 a uma alta de 0,41%, a 6.740,39 pontos.
Na Itália, a vitória do atual governo afastou no momento a crise política no país e deve dar alguma tranquilidade para a aplicação dos fundos da União Europeia. O banco Unicredit teve uma das principais altas em Milão, avançando 4,19%, setor que vinha tendo alguma volatilidade com o noticiário de Roma. O FTSE MIB fechou em alta de 0,93%, a 22.650,78 pontos.
O Carrefour acumulou mais uma baixa após o anuncio da suspensão das negociações de sua fusão com a canadense Couche-Tard, e teve baixa de 0,59%. O resultado limitou os ganhos do CAC 40 em Paris, que teve alta de 0,53%, 5.628,44 pontos.
Após o anúncio da extensão do lockdown na terça, a bolsa de Frankfurt acumulou ganhos, e o DAX fechou em alta de 0,77%, a 13 921,37 pontos.
Em Portugal, por sua vez a adoção de novas medidas de restrição e possíveis aumentos nas proibições ajudou o PSI 20, em Lisboa, a ser a única baixa dentre as principais, recuando 0,15%, 5 069,74 pontos.

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