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Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina

Lula propõe a Trump que Conselho de Paz se limite a Gaza e inclua Palestina

Líderes conversaram por telefone nesta segunda (26); Brasil não confirmou participação no grupo criado por presidente dos EUA

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 15:11

BRASÍLIA - Em telefonema a Donald Trump nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs que o Conselho de Paz, criado pelo americano, limite-se à questão de Gaza e preveja um assento para a Palestina, atualmente excluída do órgão.

O Brasil ainda não confirmou participação no grupo criado pelo republicano, e a tendência é a de recusa. O texto original do órgão prevê o direito de os países proporem alterações, mas ressalta a necessidade de aprovação do presidente americano – cargo que será ocupado por Trump por ao menos mais três anos –, além do poder de veto de Washington sobre decisões dos Estados-membros.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Lula e Trump conversaram por 50 minutos sobre diferentes temas Crédito: Ricardo Medeiros e Evan Vucci/AP

Em uma conversa de 50 minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global, além de tratarem sobre o combate ao crime organizado. Os dois também trocaram impressões sobre indicadores econômicos de Brasil e Estados Unidos e sobre a relação entre os dois países.

Segundo nota do governo brasileiro, Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta teria sido bem recebida pelo republicano.

Ao falar sobre o Conselho de Paz, o petista reiterou também a importância de uma reforma abrangente na ONU que amplie os membros permanentes do Conselho de Segurança, segundo a nota. Os dois trocaram ainda impressões sobre a situação na Venezuela, e Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade na região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.

Por fim, os presidentes concordaram com uma visita de Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve.

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