Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 19:11
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado por Donald Trump para compor o "Conselho de Paz" para Gaza.>
O convite, que foi confirmado pelo Itamaraty, foi recebido pelo brasileiro através da Embaixada do Brasil em Washington. >
Ainda não há informações sobre se Lula aceitará participar do conselho, mas o convite marca mais uma etapa da retomada de relações entre Brasil e Estados Unidos, após a retirada de parte das tarifas impostas por Trump para a importação de produtos brasileiros pelos EUA. >
Além de Lula, teriam sido convidados a participar do "Conselho de Paz":>
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Haverá também um "Conselho Executivo de Gaza" separado, responsável por supervisionar todo o trabalho em campo de outro grupo administrativo, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), encarregado da governança temporária de Gaza e sua reconstrução.>
Trump atuará como presidente desse Conselho Executivo, que faz parte de seu plano de 20 pontos para encerrar a guerra entre Israel e o Hamas.>
Espera-se que o Conselho da Paz fique acima desses dois órgãos executivos e seja composto por diversos líderes mundiais.>
Nenhuma mulher e nenhum palestino foram anunciados até o momento para o grupo, mas a Casa Branca afirmou que membros adicionais serão anunciados nas próximas semanas.>
Saiba quem já foi anunciado para o Conselho Executivo de Gaza:>
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair era há muito tempo cotado como um potencial membro do conselho de Trump para gaza, com o presidente dos EUA confirmando em setembro que ele havia manifestado interesse em integrar o grupo.>
O ex-líder do Partido Trabalhista britânico foi primeiro-ministro do Reino Unido de 1997 a 2007 e levou o país à Guerra do Iraque em 2003, uma decisão que pode fazer com que alguns considerem sua presença no conselho controversa.>
Após deixar o cargo, ele atuou como enviado para o Oriente Médio do Quarteto de potências internacionais — Nações Unidas, União Europeia, EUA e Rússia — de 2007 a 2015.>
Blair já descreveu os planos de Trump para Gaza como a "melhor chance de acabar com dois anos de guerra, miséria e sofrimento".>
Em um comunicado, o britânico disse estar "honrado" por ser nomeado para o conselho executivo e agradeceu ao presidente Trump por sua liderança na criação do grupo.>
Como Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio é fundamental para a abordagem da administração Trump em relação à política externa.>
Antes do retorno de Trump ao cargo, Rubio havia se manifestado contra um cessar-fogo em Gaza, afirmando que queria que Israel "destruísse todos os elementos do Hamas que conseguisse alcançar".>
Mas, desde então, ele elogiou a primeira fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, assinado em outubro, como o "melhor" e "único" plano.>
Também em outubro, Rubio criticou uma iniciativa do parlamento israelense para a anexação da Cisjordânia ocupada.>
O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, magnata do setor imobiliário e parceiro de golfe de Trump, também fará parte do Conselho Executivo de Gaza.>
No início deste mês, Witkoff anunciou o início da segunda fase do plano de Trump para acabar com a guerra em Gaza, acrescentando que ela contemplaria a reconstrução e a desmilitarização completa de Gaza, incluindo o desarmamento do Hamas.>
Ele acrescentou que espera que o Hamas "cumpra integralmente suas obrigações" sob o acordo, ou enfrente "sérias consequências".>
Witkoff tem sido uma figura central nos esforços liderados pelos EUA para negociar um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, incluindo uma reunião de cinco horas com o presidente russo Vladimir Putin em Moscou, em dezembro.>
Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, também desempenhou um papel fundamental nas negociações de política externa do governo Trump.>
Ao lado de Witkoff, Kushner frequentemente atuou como mediador dos EUA nas guerras entre Rússia e Ucrânia e entre Israel e Gaza, e agora também fará parte do Conselho Executivo de Gaza.>
Em novembro, ele se reuniu com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para discutir os principais pontos de atrito no acordo de paz.>
Em uma palestra na Universidade de Harvard em 2024, Kushner disse: "As propriedades à beira-mar de Gaza poderiam ser muito valiosas... se as pessoas se concentrassem em construir meios de subsistência.">
O bilionário Marc Rowan é o CEO da Apollo Global Management, uma grande empresa de private equity — tipo de empresa especializada na compra de participações em empresas privadas — com sede em Nova York.>
Rowan era visto como um possível candidato a secretário do Tesouro dos EUA para o segundo mandato de Trump. >
Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, assessorou diversos políticos americanos de alto escalão, incluindo o presidente Barack Obama, durante sua longa carreira.>
Nascido na Índia em 1959, Banga tornou-se cidadão americano em 2007 e, posteriormente, atuou como CEO da Mastercard por mais de uma década.>
O ex-presidente dos EUA, Joe Biden, o indicou para liderar o Banco Mundial em 2023.>
Robert Gabriel, conselheiro de segurança nacional dos EUA, será o último membro do "conselho executivo fundador".>
Gabriel trabalha com Trump desde sua campanha presidencial de 2016, pouco depois da qual, segundo a PBS, tornou-se assistente especial de Stephen Miller, outro dos principais conselheiros atuais de Trump.>
Embora não faça parte do Conselho Executivo, Nickolay Mladenov, político búlgaro e ex-enviado das Nações Unidas para o Oriente Médio, será o diretor-geral do Conselho da Paz em Gaza, segundo informou a Casa Branca.>
Ele integrará o Conselho Executivo de Gaza e supervisionará um comitê tecnocrático palestino independente, composto por 15 membros, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), encarregado de gerenciar a governança cotidiana da Gaza pós-guerra.>
O NCAG será liderado por Ali Shaath, ex-vice-ministro da Autoridade Palestina (AP), que governa partes da Cisjordânia ocupada que não estão sob controle israelense.>
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