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Governo Lula aumenta crítica contra EUA e diz que Maduro foi sequestrado

Governo Lula aumenta crítica contra EUA e diz que Maduro foi sequestrado

Termo foi usado pelo representante do Brasil na OEA, embaixador Benoni Belli; Lula havia usado o termo captura de Maduro em sua reação pública à operação militar ordenada por Donald Trump

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 16:29

BRASÍLIA - O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (6) que o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, foi sequestrado na operação militar dos Estados Unidos do sábado (3).

O termo foi usado pelo representante do Brasil na OEA (Organização dos Estados Americanos), Benoni Belli, durante reunião do conselho permanente da entidade, em Washington.

"O momento atual é grave e evoca tempos que considerávamos ultrapassados, mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe. Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e ameaçam a comunidade internacional com um precedente extremamente perigoso", disse Belli.

Captured Venezuelan President Nicolas Maduro is escorted the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan
Nicolás Maduro é levado por agentes de segurança nos EUA Crédito: REUTERS/Adam Gray

Trata-se da primeira vez que uma autoridade do governo Lula usa publicamente o termo sequestro para se referir à remoção forçada de Maduro de Caracas – o ditador foi levado a Nova York para responder à acusação de narcotráfico.

Em sua primeira nota sobre o caso, Lula falou em captura de Maduro.

De acordo com interlocutores no Itamaraty, o ministro Mauro Vieira já havia usado o termo sequestro para se referir à captura de Maduro durante a reunião da OEA, no domingo (4). Esse encontro, no entanto, não oi transmitido.

Nesta terça (6), Belli disse que os fins não podem justificar os meios.

"Esse raciocínio carece de legitimidade e abre a possibilidade de conferir aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, o que é certo ou errado, e de ignorar as soberanias nacionais, ditando as decisões que devem tomar os mais fracos", declarou.

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