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General reconhece autoria do plano 'Punhal Verde Amarelo', mas minimiza importância: 'Não passa de pensamento digitalizado'

General da reserva garantiu, em interrogatório no STF essa quinta-feira (24/07), que nunca teve a intenção de compartilhar o conteúdo do plano com ninguém.

Publicado em 25 de Julho de 2025 às 00:25

BBC News Brasil

Publicado em 

25 jul 2025 às 00:25
Imagem BBC Brasil
Crédito: Isac Nóbrega/PR
Durante interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (24/07), o general da reserva Mário Fernandes confirmou que o documento intitulado "Punhal Verde Amarelo" é de sua autoria.
Fernandes, que é réu e está preso desde novembro de 2024, minimizou a importância do documento — destacando que se tratava de "pensamentos digitalizados", fruto de sua "visão militar", nunca compartilhados com outras pessoas.
"É um arquivo digital que nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilar de dados, um estudo de situação meu, de pensamento... Uma análise de risco que eu fiz e, por um costume próprio, resolvi inadvertidamente digitalizar", afirmou o general, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, de quem era homem de confiança.
Fernandes afirmou no interrogatório ter se arrependido de digitalizar o documento.
"Não passa de um pensamento digitalizado", reforçou, por videoconferência.
De acordo com o general, ele imprimiu o documento "para não forçar a vista" com telas e "logo depois" o rasgou.
Ainda segundo Fernandes, foi coincidência que, segundo as investigações, ele tenha impresso o material no Palácio do Planalto (local de trabalho do presidente) e, 40 minutos depois, tenha entrado no Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente).
O juiz auxiliar que conduziu o interrogatório, Rafael Henrique, perguntou se essa movimentação indica que o general estava levando o documento para alguém.
"Eu ratifico: impossível", respondeu Fernandes.
"Esse horário, foi uma coincidência em relação à função, à atribuição administrativa e logística minha, como secretário-executivo. Mas eu não levei, não apresentei, não compartilhei esse arquivo, seja digital ou impresso, com ninguém."
Fernandes foi um dos réus ouvidos nesta quinta-feira no STF, em meio a interrogatórios dos chamados núcleo 2 e 4 de acusados por tentativa de golpe após a derrota de Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022.
O núcleo 2, do qual o general faz parte, seria responsável por direcionar forças policiais e produzir minutas golpistas. Além de Fernandes, fazem parte dele:
  • Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais de Bolsonaro;
  • Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF);
  • Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres;
  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
O núcleo 1, do qual Bolsonaro faz parte, já teve interrogatórios realizados e espera a fase das alegações finais, para então o julgamento iniciar — o que está previsto para ocorrer entre o final de agosto e início de setembro.

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