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Filho de Maduro declara 'apoio incondicional' à presidente interina da Venezuela

Nicolás Maduro Guerra classificou prisão de pai como sequestro

Publicado em 05 de Janeiro de 2026 às 19:10

BBC News Brasil

Publicado em 

05 jan 2026 às 19:10
Imagem BBC Brasil
Nicolás Maduro Guerra, deputado na Venezuela, discursou na Assembleia Nacional do país a favor de Delcy Rodriguez Crédito: Getty Images
Nicolás Maduro Guerra, filho do líder venezuelano Nicolás Maduro, manifestou "apoio incondicional" à presidente interina, Delcy Rodríguez — contrariando rumores de uma possível traição por parte de Rodriguez contra seu pai, detido em um ataque dos Estados Unidos no último sábado (3/1).
Delcy Rodriguez é aliada de Nicolás Maduro e atuava desde 2018 como vice-presidente da Venezuela. Ela tomou posse nesta segunda-feira como presidente interina do país, em uma cerimônia realizada no Parlamento.
O filho de Maduro, que é deputado, discursou nesta segunda-feira (5/1) na Assembleia Nacional da Venezuela. Ele afirmou que a captura de seu pai não quebrou a coesão do grupo nem a lealdade interna.
"Eles podem ter sequestrado Nicolás e Cilia [esposa de Nicolás Maduro pai], mas eles não sequestraram a consciência de um povo que decidiu ser livre. Para você, Delcy, meu apoio incondicional para essa dura tarefa que está diante de você. Conte comigo. Conte com a minha família. Você pode contar com a nossa força para dar os passos corretos à frente dessa responsabilidade que hoje cai sobre você", declarou Maduro Guerra.
"Estou convencido de que com união e mais união, nós vamos vencer. Estamos firmes, em unidade absoluta, para alcançar os objetivos da paz na Venezuela, para fazer o país avançar e para que Nicolás retorne — e eu peço que ele retorne", acrescentou.
A detenção deles foi anunciada nas redes sociais pelo presidente americano Donald Trump.
O casal foi levado para Nova York, onde deve ficar preso enquanto responde pelas acusações de tráfico de drogas e outros crimes.
Durante seu discurso, o filho de Maduro classificou a detenção do pai como um "sequestro", criticou a ação dos EUA e disse que "nenhum país está seguro".
"Estamos diante de uma perigosa regressão para toda a ordem mundial. O direito internacional existe para conter impérios e, sem ele, o mundo retorna à lei da selva. Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro. Hoje é a Venezuela. Amanhã pode ser qualquer nação que não se submeta."
A Suprema Corte da Venezuela já havia determinado que Delcy Rodriguez assumisse a chefia do Estado diante da "ausência forçada" de Maduro, conforme prevê a Constituição.
Durante a cerimônia de posse, a presidente interina afirmou que assumia o cargo "com dor, devido ao sofrimento que foi causado ao povo venezuelano após uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria".
Rodríguez se referiu a Maduro e à esposa dele como "dois heróis" e prometeu garantir a paz no país, além da "tranquilidade espiritual", "econômica" e "social" do povo.

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