Publicado em 6 de outubro de 2025 às 19:32
A Polícia Técnico-Científica de São Paulo confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras do Estado. >
Uma força-tarefa foi criada para investigar as intoxicações causadas pela substância e 17 fiscalizações da Vigilância Sanitária, Procon-SP e Polícia Civil foram realizadas em bares, adegas e distribuidoras na semana passada.>
As investigações buscam saber agora se foram dessas duas distribuidoras que saíram as bebidas que causaram as duas mortes registradas no Estado de São Paulo. Outros sete óbitos estão sob investigação.>
Até o momento, 192 casos de intoxicação por metanol foram registrados no Estado, 14 deles confirmados, e os demais ainda sob investigação, segundo afirmou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em entrevista coletiva nesta segunda-feira (6/10).>
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A principal linha de investigação é o uso de metanol para aumentar o volume de bebida adulterada. No entanto, a contaminação por metanol usado na limpeza de garrafas reaproveitadas também é uma hipótese. >
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que, até o momento, "não há nenhum indício de participação" do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas contaminações.>
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Isso porque, segundo Derrite, as pessoas que foram presas no âmbito da investigação até agora não têm relação com a facção criminosa, e os lugares onde foram constatadas bebidas adulteradas são distintos. >
Somente na semana passada, 20 pessoas foram presas. Segundo o governador, o principal fornecedor de insumos para falsificação de bebidas do Estado está entre os detidos.>
No entanto, até agora não se sabe a origem do metanol. >
No fim de agosto, a Polícia Federal, a Receita Federal e órgãos como o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram a Operação Carbono Oculto. As investigações apontaram que o PCC utilizava combustível adulterado com metanol importado irregularmente para lavar o dinheiro do crime. >
Segundo o governador, onze estabelecimentos de comércio de bebidas, bares, adegas e distribuidoras foram interditados cautelarmente devido à constatação de bebidas sem comprovação de origem, para a averiguação da procedência dos produtos.>
Além disso, outros oito estabelecimentos tiveram inscrições estaduais suspensas cautelarmente, sendo seis 6 distribuidoras e dois bares. >
O total de notificações no Brasil chegou a 225, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (5/10), incluindo casos confirmados e suspeitos, além de óbitos. >
Até o momento, 16 casos foram confirmados e 209 estão em investigação.>
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