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Documentário da BBC 'A Raposa' é finalista do Prêmio Gabo 2025

Documentário conta a história de velejadores brasileiros inocentes que foram presos por tráfico de drogas em Cabo Verde, na África, após serem enganados pelo dono do iate, um britânico conhecido como Fox. Produção concorre na categoria imagem do prêmio de jornalismo mais importante da América Latina.

Publicado em 08 de Julho de 2025 às 13:39

BBC News Brasil

Publicado em 

08 jul 2025 às 13:39
Imagem BBC Brasil
Crédito: BBC
O documentário A Raposa, produzido pela BBC News Brasil em parceria com a BBC Africa Eye, foi selecionado como finalista do Prêmio Gabo 2025 na categoria imagem (vídeo).
Esta é a premiação mais importante do jornalismo da América Latina, realizada anualmente pela Fundação Gabo, instituição criada em 1995 pelo escritor e jornalista colombiano Gabriel García Márquez, Nobel de Literatura.
Sobre o documentário A Raposa, o júri responsável pela seleção destacou: "É um exemplo perfeito de jornalismo investigativo que mobiliza recursos para contar uma história relevante e envolvente para o público. A mobilização em três países diferentes — Brasil, Cabo Verde e Inglaterra — leva o espectador em busca da verdade neste caso."
No documentário, as equipes da BBC News Brasil e da BBC Africa percorrem a trilha de três brasileiros presos em Cabo Verde, na África, em 2017, após a polícia encontrar mais de uma tonelada de cocaína escondida no veleiro em que eles navegavam, com destino à Europa.
A polícia brasileira acredita que os três homens foram vítimas de um esquema planejado e executado por um inglês, que, segundo eles próprios, parecia ser uma pessoa "acima de qualquer suspeita".
George Saul, conhecido como "Fox" (Raposa em inglês), se apresentou a eles como um ex-oficial da Marinha Britânica e contratou os três para levar o veleiro dele do Brasil até a Europa. Depois que eles foram presos, Saul sumiu do radar da polícia.
Por anos, ninguém no Brasil sabia o paradeiro de Fox — até a equipe de investigação da BBC localizá-lo na Inglaterra e ficar frente a frente com a "raposa" para finalmente levar as alegações a ele e ouvir o que ele tinha a dizer a respeito.
O documentário A Raposa foi produzido por Cristine Kist, Giovanni Bello, Caio Quero, Nick Norman-Butler, Aliaume Leroy, Joe Kent, Chiara Francavilla, Ga Da Lomba, Colin Freeman e Charlotte McDonald.
Também concorrem na categoria imagem do Prêmio Gabo 2025 as produções En la caliente - Historias de un guerrero del reguetón (The Cuban Joint/Zafra Media/Cacha Films/Caffeine Post) e Os olhos da revolução (Rádio e Televisão de Portugal).
São ao todo 15 finalistas de 10 países: Espanha, Brasil, Colômbia, México, Peru, Chile, Portugal, El Salvador, Cuba e Estados Unidos.
Os trabalhos concorrem em cinco categorias — áudio, fotografia, imagem (vídeo), texto e cobertura — e, conforme ressaltou o Prêmio Gabo, se destacaram por sua profundidade investigativa, diversidade de abordagens e força narrativa.
O Prêmio Gabo reconhece trabalhos que se destacam por sua qualidade, rigor ético e inovação, e que, por meio de um espírito de serviço público, fortalecem democracias.
Ao todo, foram indicados à edição deste ano 2.135 produções jornalísticas publicados entre março de 2024 e fevereiro de 2025 em veículos de comunicação ibero-americanos ou destinados ao público da região. Destes, 50 indicados foram inicialmente selecionados e anunciados em 18 de junho.
Além de A Raposa, agora entre os três finalistas, outra produção da BBC esteve entre as dez pré-selecionadas pelo prêmio na categoria imagem (vídeo). O documentário Sexo, ouro, violência: A vida das mulheres nos garimpos da Amazônia, parceria entre as equipes da BBC News Brasil e da BBC 100 Women, aborda os abusos, a violência e o abandono às margens da febre do ouro no Pará.
Imagem BBC Brasil
No Prêmio Gabo 2025, concorrem 15 finalistas de 10 países Crédito: BBC
Os autores dos 15 trabalhos finalistas serão convidados com todas as despesas pagas para o 13º Festival Gabo, que será celebrado de 25 a 27 de julho em Bogotá, na Colômbia.
A cerimônia de premiação será realizada em 26 de julho, quando serão anunciados os vencedores de cada uma das cinco categorias. Cada jornalista ou equipe vencedora receberá 35 milhões de pesos colombianos (R$ 47 mil), um diploma e uma escultura Gabriel, obra do artista colombiano Antonio Caro.
Na ocasião, também serão homenageados a jornalista argentina Laura Zommer, cofundadora e CEO do Factchequeado, a jornalista brasileira Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, e o veículo venezuelano Armando.info, com o Reconhecimento à Excelência 2025 por sua "trajetória valente, rigorosa e comprometida com a verdade em contextos adversos".
A cerimônia será transmitida diretamente pelos canais do YouTube e Facebook da Fundação Gabo.
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