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Em um cenário competitivo, propósito e reputação fazem diferença

Para uma sociedade cada vez mais exigente, a empresa precisa demonstrar os valores que a sustentam, e reconhecer as demandas do público que pretende alcançar

Publicado em 16/12/2020 às 10h44
Desenhos de avião de papel; propósito; destaque
Marcas que têm um propósito constroem a sua reputação junto ao público e se destacam. Crédito: Dashu83/Freepik

Propósito e reputação são dois conceitos que caminham juntos quando se trata de valor de uma empresa. Mas a sua consolidação depende de uma construção diária; não podem se revelar superficiais ou efêmeros. Em um cenário competitivo, são eles que podem fazer a diferença para o sucesso da marca.

Dados da Associação Baiana do Mercado Publicitário indicam que, para 2020, eram projetados 110 bilhões de gigabytes de informações e gerações de inputs por dia, ou seja, muitas marcas disputando a atenção do cliente, mas oferecendo produtos e serviços similares.

Marilia Debanné, diretora-executiva da MP Publicidade, ressalta que a conquista de atenção em um cenário de superexcitação e informação, ampliado pelo fenômeno das redes sociais, passa primeiro pelo entendimento das demandas do público com quem a marca quer comunicar.

“Não adianta tentar dizer tudo para todo mundo. É a partir das necessidades do seu público que a empresa define sua estratégia de comunicação. Nesse momento, entram pertinência, relevância e, principalmente, a criatividade, que farão a diferença para conquistar a atenção, o reconhecimento e o engajamento das pessoas”, pontua.

Marilia Debbané, MP Publicidade
Marilia Debbané ressalta que, para a marca construir sua reputação e ter sucesso, é preciso ter coerência. Crédito: Acervo Pessoal

Também não basta somente estabelecer essa relação de reconhecimento do público. Em uma sociedade cada vez mais exigente, a empresa precisa demonstrar os valores que a sustentam.

Questionada sobre como a marca pode construir sua reputação e ter sucesso, Marilia Debanné observa que o ponto fundamental é coerência.

“Tem que fazer sentido para todos. Empresa, clientes, empregados, sociedade. Quanto mais verdadeiro for o propósito, e quanto mais ele expressar os valores internos da companhia e, acima de tudo, as suas práticas, mais fortalecida será a sua reputação”, argumenta.

NÃO É MODA

Mas ter um propósito não pode ser apenas uma estratégia adotada porque está na moda. Marília Debanné frisa que, quem age e trabalha dessa maneira, não constrói marca nem negócio sustentável. A diretora-executiva lembra que propósito tem a ver com valores compartilhados e precisa fazer sentido para todos.

Marilia Debanné

Diretora-executiva da MP Publicidade

"A começar de dentro da empresa para fora. O mundo mudou, a sociedade e suas exigências também. O propósito tem que ser contemporâneo dessa evolução, mas não escravo de uma tendência ou movimento. É uma razão de ser e de existir"

Num momento como o atual, em que o mundo vive uma crise provocada pela Covid-19, a professora Erlana Castro, especialista em empreendedorismo, inovação e estratégia criativa, afirma que é difícil ter um conceito fechado sobre o que as marcas vão representar daqui para frente. Por essa razão, ela avalia que é hora de as empresas reverem seus propósitos e terem em mente as bandeiras que representam ou apoiam.

Esse olhar para dentro é fundamental para o processo de crescimento. “A partir dessa reflexão, a organização conseguirá observar se e como o seu ecossistema se transforma”, conclui.

Marcas de Valor

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