Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 17:32
Escolher o revestimento para escada vai muito além da aparência. Trata-se de uma decisão que impacta diretamente a segurança, a durabilidade da obra e o conforto no uso diário. Para ajudar nessa escolha, Otávio Henrique, engenheiro civil formado pelo CEFET-RJ e fundador da Varg, compartilha os principais pontos de atenção reunidos em sete diretrizes essenciais para quem está construindo ou reformando. Confira! >
Na hora de escolher o revestimento da escada, durabilidade e flexibilidade estética caminham juntas — e podem definir o sucesso do projeto a longo prazo. “As pedras naturais , como o granito, são praticamente imbatíveis quando falamos de durabilidade. Já o porcelanato virou o queridinho do mercado pela variedade de texturas, cores e pela capacidade de reproduzir outros materiais com fidelidade”, explica Otávio Henrique. >
Segundo ele, quem busca aconchego encontra na madeira de lei uma escolha atemporal, enquanto o microcimento atende perfeitamente projetos com estética industrial e contemporânea. >
Equilibrar orçamento e resultado visual é um dos principais desafios em reformas, materiais como granito e porcelanato surgem como alternativa. “Granito e porcelanato lideram quando o assunto é custo-benefício. O granito dura décadas sem perder desempenho, e o porcelanato entrega um visual sofisticado por um valor mais acessível”, afirma o especialista. >
>
Para projetos em que o objetivo é causar impacto imediato, mármores com veios marcantes e madeiras maciças elevam o nível estético da escada. >
Mais do que um elemento arquitetônico, a escada é uma área de circulação constante — e potencialmente perigosa quando mal planejada. “A beleza importa, mas a segurança é o pilar da escolha”, reforça o engenheiro civil. >
Ele destaca a importância do coeficiente de atrito do material e do acabamento das bordas. “Evite quinas vivas. O acabamento boleado é mais seguro em caso de impactos. Outro ponto pouco observado é a cor do piso, que não pode camuflar o degrau sob iluminação artificial”, alerta. >
O brilho excessivo pode parecer sofisticado à primeira vista, mas, em escadas, se transforma em um risco silencioso. Otávio Henrique é direto nesse alerta: “Pisos polidos ou com brilho intenso são extremamente escorregadios, principalmente com umidade ou quando a pessoa está de meias”. Além do risco de quedas, o reflexo excessivo pode confundir a visão e provocar erros de passada. “Escada pede aderência, não efeito espelhado”, ressalta. >
Detalhes visuais mal planejados podem comprometer a percepção de profundidade e surpreender até quem já conhece bem o espaço. “O perigo real surge quando ignoramos a leitura visual da escada”, diz o engenheiro civil. Degraus com estampa contínua entre piso e espelho podem gerar ilusão de ótica. “Some isso a um piso liso e uma iluminação mal resolvida, e você tem um risco diário dentro de casa”, alerta. >
Quando há públicos mais vulneráveis na rotina da casa, cada escolha precisa ser ainda mais estratégica. “Nesses casos, o antiderrapante não é opcional, é obrigatório”, ressalta Otávio Henrique. Para idosos, frisos ou faixas de contraste ajudam na percepção de profundidade. Para pets , superfícies muito lisas devem ser evitadas, pois prejudicam a tração e sobrecarregam as articulações. “Materiais foscos ou acetinados funcionam melhor para todos”, afirma. >
Segundo Otávio Henrique, a escolha do piso deve respeitar normas como a NBR 9050 e a NBR 9077, que determinam critérios de segurança e conforto, além da Fórmula de Blondel. Em escadas externas, o cuidado é ainda maior. “Use apenas pedras brutas, como miracema ou granito apicoado, ou porcelanatos próprios para áreas externas , com classificação adequada. A rugosidade natural do material é indispensável”, indica. >
No fim das contas, uma boa escada é aquela que alia estética, funcionalidade e segurança. “Quando o revestimento é bem escolhido, ele valoriza o projeto e protege quem usa o espaço todos os dias”, conclui o engenheiro civil. >
Por Sarah Carvalho >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta