Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 15:29
Escolher o sofá ideal para a sala de estar ou living pode parecer simples, mas envolve uma série de decisões que podem levar a equívocos. Um dos mais comuns é definir o móvel antes de compreender o espaço disponível, sem considerar fatores como circulação, pontos de luz, integração com outros ambientes e até a posição da televisão. >
Outro desafio está na escolha do melhor local para posicionar o sofá : quando encostado na parede, ele facilita a organização da planta, mas pode gerar áreas visualmente esquecidas, comprometendo a harmonia do ambiente. >
Para evitar esse problema, a arquiteta Patricia Penna, à frente do escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, compartilha inspirações que agregam valor à parede. “Em geral, essa decisão leva em conta o estilo de vida dos moradores, que por sua vez já está expresso nos demais elementos do décor. Gosto bastante de criar composições, dentro de diferentes estilos”, revela. Veja! >
Um dos caminhos mais simples é investir em arte: naturalmente, de estilos e artistas apreciados pelos moradores — esculturas, telas, fotografias, gravuras etc. O importante é considerar o ambiente em que serão expostas. “A ressalva é que, independentemente das escolhas, deve haver harmonia com os demais elementos do ambiente, bem como com a essência dos clientes”, diz a arquiteta. >
>
Durante a definição — um processo que nem sempre é muito rápido e gera dúvidas —, ela indica dispor as preferências para, visualmente, compreender quais são aquelas que melhor se encaixam no ambiente ou que, simplesmente, provocam aquela sensação ‘é essa!’. “Nesses casos, a experiência de um profissional de arquitetura contribui para, até mesmo, compor obras de diferentes tipos e estilos , com bossa, a depender do espaço disponível. Podemos considerar, inclusive, a elaboração de gallery wall “,explana Patricia Penna. >
Dica importante: obras sobre sofás pedem um espaçamento mínimo em relação ao móvel, para não ficar desconfortável para o usuário e evitar acidentes como bater a cabeça.“Quando trabalhamos com profundidade maior, caso das esculturas ou objetos em caixas, é vital dispô-las em locais que não interfiram na circulação, minimizando o risco de queda”, sugere a arquiteta. >
As possibilidades para dispor obras numa parede são muitas e podem variar de acordo com o estilo do ambiente. Pode ser linear, com os quadros alinhados pela borda inferior; concêntrica, em que há a definição de um ponto central imaginário e a partir do qual se distribuem os trabalhos, ou ainda completamente deslocada para um dos extremos. >
Com variados estilos e modelos, as texturas podem trazer cor, profundidade, esconder alguma imperfeição na superfície ou valorizar ainda mais a área. As possibilidades são inúmeras. Vale apostar em pinturas especiais, como estuque italiano, cimento queimado, painéis de madeira com acabamento de laca ou alguma lâmina natural, do tipo boiserie , papéis de parede, revestimentos cerâmicos e pedras naturais, entre outros. >
Pessoas mais ‘básicas’ podem eleger a clássica parede branca, que ganha vida com uma obra de arte. “Uma luminária de parede, sobretudo em ambientes menores, é sempre muito bem-vinda! Ela será eficaz para o ambiente, deixando tudo mais charmoso”,compartilha Patricia Penna. >
Usufruir da paisagem externa como quadro dentro do living é interessante, pois se comporta como uma obra viva e interativa. Além da sensação de bem-estar na conexão com a natureza , a solução implementa a iluminação natural. “Por si só, o paisagismo é um quadro pronto e lindo. Por isso, é bobagem competir”, brinca a profissional, que finaliza afirmando: “Sempre que possível, adoro conciliar a cena externa na parte interna”. >
Por Lucas Janini >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta