Durante participação na conferência Rio2C, nesta quarta-feira (27), o humorista e apresentador Paulo Vieira revelou detalhes sobre dois novos projetos para a carreira. O primeiro deles é o lançamento do seu álbum de estreia, intitulado “Bendengó”, previsto para o fim deste ano. O trabalho marcará uma nova fase artística do goiano.
Durante a conversa, Paulo contou que já teve composições gravadas por outros artistas, entre eles Tulipa Ruiz, e brincou sobre o novo momento da carreira ao dizer que pretende convidar Caetano Veloso e Maria Bethânia para participar do disco.
Ao comentar o projeto, o humorista destacou que sua produção artística sempre esteve ligada às próprias origens e à cultura popular brasileira. Ele também falou sobre a relação entre cultura e religiosidade no país.
“A cultura no Brasil está ligada à religião”, afirmou, antes de comentar sua conexão pessoal com o candomblé. “Eu gosto mais de candomblé e de religião do que tudo que eu faço”, disse.
Programa ao vivo
Além do álbum, Paulo Vieira revelou que prepara um novo programa ao vivo para o próximo ano. Segundo ele, a atração deve ir ao ar no meio da semana e terá forte interação com o público. O apresentador, no entanto, não deu detalhes sobre o formato nem confirmou se o projeto ocupará espaço na TV aberta.
O artista destacou o desejo de criar uma experiência leve e próxima dos espectadores. “Gosto de falar com o público, tem que ser alegre”, afirmou.
Ao comentar o próprio processo criativo, Paulo disse acreditar que o humor é uma ferramenta capaz de abrir espaço para conversas mais profundas. Durante a palestra, ele também falou sobre liberdade criativa dentro da televisão e sobre a relação construída com a Globo.
“A Globo confia em mim, na minha autocensura”, comentou.
Paulo Vieira ainda refletiu sobre o papel da indústria cultural no incentivo à criatividade. “As grandes empresas têm que acreditar nos artistas”, afirmou. Para ele, os criadores têm a função de captar transformações sociais e culturais, sendo o artista “uma antena do seu tempo”.
Ao falar sobre o programa “Avisa Lá Que Eu Vou”, o humorista resumiu a proposta da atração em uma frase: “Viver é melhor que gravar”. Segundo ele, o Brasil real e as relações humanas são o centro da narrativa.
“Você tem que balançar com a viagem pra não quebrar porque o Brasil é esburacado”, brincou.