A Justiça negou um pedido do apresentador Marcos Mion, da Globo, para tirar do ar uma série de vídeos em que é supostamente ofendido pelo humorista Bento Ribeiro. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
De acordo com documentos obtidos pela coluna, o pedido foi reforçado em uma audiência de tentativa de conciliação entre as partes, realizada em 17 de agosto. No último dia 31, o despacho foi assinado pelo juiz que cuida do caso.
O pedido de Mion dizia que, caso os vídeos não sejam retirados do ar, eles deveriam ao menos ser desmonetizados. Segundo o apresentador do Caldeirão com Mion (Globo), o ex-colega seguiria ganhando dinheiro ao contar mentiras a seu respeito.
A Justiça concordou com a gravidade das falas de Bento, mas salientou que a retirada dos vídeos seria uma atitude grave para uma ação judicial que apenas começou e que o humorista ainda não foi ouvido para dar sua versão dos fatos.
"O eventual abuso do direito de se expressar permite a apuração da responsabilidade, a posteriori, situação diversa de censura prévia", diz o texto da decisão. "A negativa da retirada da mídia, pelos bem expostos motivos, não significa liberdade para propagação de ofensas, antigas ou futuras; cada novo fato pode configurar uma nova infração penal."
Mion acusa Bento Ribeiro de perseguição e de contar mentiras sobre o período em que os dois trabalharam juntos. À coluna, em agosto, o apresentador da Globo declarou: "O tema será cuidado no âmbito adequado, que é o judicial".
Os problemas teriam começado em maio de 2025, segundo Mion. Bento passou a dizer em seu canal no YouTube, o Chapado Crítico, que teve problemas com o apresentador. O tema passou a ser citado com frequência, quase como uma piada recorrente.
As acusações, segundo a queixa-crime de Mion, se agravaram nos últimos meses. Em entrevista a podcasts e ao programa Pânico, da Jovem Pan, Bento afirmou ter sido vítima de perseguição por não "puxar seu saco" ou reverenciá-lo enquanto eles eram colegas na extinta MTV Brasil.