Após viver alguns dos seus mais preocupantes períodos, o mercado imobiliário pode dizer que respira aliviado, passa agora por um de seus momentos mais otimistas.
Graças a seu maior impulso, a mínima histórica da taxa selic, com 4,25%, os bancos aumentam a oferta de crédito imobiliário. Incorporadoras têm tido baixo estoque e, com o aumento na procura, novos lançamentos vêm aí. O ritmo será mais intenso.
O ano de 2020 promete (e deve cumprir) uma perspectiva bastante positiva: a economia dá seus indícios de retomada. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção prevê um crescimento de 3% para o setor da construção civil.
Convertendo isso em postos de trabalho, seria uma média de 150 mil a 200 mil vagas formais até dezembro. Se depender do cenário atual, canteiros de obras serão novamente parte de nossa paisagem urbana.
Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro, a Anbima, mostram que, de janeiro a novembro de 2019, realizaram-se 126 ofertas de fundos imobiliários, movimentando R$ 32,5 bilhões, o que representa um recorde e o dobro de todo o ano de 2018.
Os números não deixam dúvidas, agora é o melhor momento para quem pretende investir em fundo imobiliário. Muito mais que a solidez dos indicativos, a opção se mostra vantajosa, uma das razões é que, para pessoas físicas, investimentos do tipo não possuem incidência de IR sobre o rendimento distribuído, o que aumenta o retorno daquilo que foi investido.
Números da Economatica mostram rendimento dos fundos imobiliários, que indicam preferência diante de investidores em 2020.
Os dados apontam o caminho, agora só basta segui-lo. A garantia de que o fundo imobiliário é a melhor forma e tem agora seu melhor momento para investir é tão concreta quanto os prédios que vemos novamente sendo construídos pela cidade.
*O autor é economista e sócio-fundador da APX Investimentos