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Colatina dribla adversidades e segue trilha do desenvolvimento

A centenária Princesa do Norte deve receber até 2023 a maior parte dos R$ 980 milhões de investimentos previstos para a região onde está localizada

Publicado em 20/08/2021 às 10h06

A região Centro-Oeste em que Colatina está inserida deve receber cerca de R$ 980 milhões de investimentos públicos e privados até 2023, sendo que a maior parte será destinada ao município. O montante será voltado para habitação, construção civil, equipamentos de energia solar, infraestrutura rodoviária e saneamento urbano. A informação é do Instituto Jones dos Santos Neves (IJNS).

Com papel significativo na economia estadual, Colatina se destaca, dentre outras atividades, por seu polo de confecções, sendo destaque dentro e fora do país. Esse ramo abocanha uma significativa parcela do mercado. Além disso, destacam-se os setores moveleiro, metalúrgico, alimentos e produção de rochas ornamentais. Com um PIB de R$ 3,48 bilhões (2018), 48,2% vêm do comércio e serviços; 22%, da indústria; e 2,2%, da agricultura e pecuária, de acordo com dados do IJSN.

3,48 bilhões

Esse é o Produto Interno Bruto (PIB) de Colatina (2018)

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Região em que Colatina está inserida vai receber R$ 980 milhões de investimentos públicos e privados até 2023. Crédito: Claudio Costa

Uma das razões que atraem empresas ao município é o fato de estar incluído na área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), por conta da redução de impostos e do acesso facilitado a linhas de crédito a juros mais baixos. Além disso, a prefeitura tem uma lei de estímulos fiscais e de incentivo econômico que prevê a redução e até isenção de impostos municipais desde que a empresa contrate mão de obra local e movimente a cadeia produtiva da cidade.

Os irmãos Lavagnoli resolveram apostar em Colatina. Eles começaram com uma loja pequena e, de lá pra cá, expandiram os negócios e hoje contam com 4 supermercados, um e-commerce e um clube de vantagens exclusivas. “Fomos os primeiros a implantar um site de supermercado com vendas online no Norte do Espírito Santo. A ideia sempre foi facilitar a vida dos nosso clientes”, afirma o empresário Fernando Lavagnoli, que hoje emprega 600 pessoas.

comercio
Comércio de Colatina é responsável por 48,2% do PIB de Colatina, junto com serviços. Crédito: Claudio Costa

Rita de Cássia Dalla Bernardina de Vasconcellos também é uma empresária de sucesso. Ela deu início a sua trajetória com uma loja de roupas para crianças e hoje tem sete empresas ao todo: duas, no ramo de confecções; e cinco voltadas para produtos de beleza, sendo quatro revendas e uma central de vendas. . Atualmente ela conta com cerca de 30 funcionários

Esbanjando vitalidade, recentemente Rita abriu o leque de serviços e administrou a obra de um prédio de cinco andares, com quatro salas em cada um, para alugar para profissionais da área de saúde. “Gosto de inovar e de trabalhar”, diz.

Empresaria
Rita de Cássia apostou em Colatina e hoje conta com sete empresas. “Gosto de inovar e de trabalhar”, afirma . Crédito: Divulgação

Localização

Localizada às margens do Rio Doce e a 135 km da capital do Espírito Santo, Colatina tornou-se peça-chave de todo o sistema de transporte ferroviário, com a Estrada de Ferro Vitória a Minas, e rodoviário da região Noroeste, com a BR 259, a ES 080 e a ES 248.

Isso elevou Colatina à categoria de polo regional de distribuição de mercadorias. Exportadores de café, atacadistas e as lojas de pronta-entrega dinamizaram o comércio local que atende aos municípios do Norte e Noroeste capixaba, Leste de Minas Gerais e Sul da Bahia.

“Colatina tem uma dinâmica de crescimento na porção do interior do território do Estado. Com exceção das microrregiões litorâneas, a Região Centro-Oeste (onde Colatina está inserida) é a que prevê maior investimento até 2023. E Colatina se caracteriza como um polo de atividade econômica do Estado”, explica Pablo Lira, diretor de Integração do Instituto Jones dos Santos Neves. 

Ainda, segundo o diretor, a cidade pode ser considerada um vetor de conexão entre o ES e MG, bem como entre as regiões do Sul e do Noroeste do Estado. A logística da cidade, que é cortada pela BR 259 e a Estrada de Ferro Vitória-Minas, conecta o ES a Minas Gerais; e, com as estradas estaduais, estabelece a conexão dos polos de rochas ornamentais de Barra de São Francisco e Nova Venécia, com a porção Sul do Estado, que conta com outro polo que faz o beneficiamento em Cachoeiro de Itapemirim.

Com uma população de 123.400 habitantes, a centenária cidade conta com um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,746, segundo medição do IBGE de 2010. O IDH vai de 0 a 1 – quanto maior, mais desenvolvida a cidade – e tem como base indicadores de saúde, educação e renda. A média no Brasil é de 0,765, segundo dados de 2019, divulgados em 15 de dezembro de 2020 pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).

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